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Dr. Fábio SantAnna fala sobre o Urolift: Uma revolução na saúde masculina, sem cortes ou medicamentos

A Técnica Minimamente Invasiva que restaura a qualidade de vida de pacientes com hiperplasia benigna da próstata

Por Analice Nicolau 06/12/2023 8h00

A busca contínua por inovações na medicina trouxe à tona uma nova esperança para os homens que enfrentam os desconfortos da hiperplasia prostática benigna (HPB). O Urolift, um procedimento minimamente invasivo, tem se destacado como uma alternativa eficaz e segura para tratar os sintomas da próstata aumentada, oferecendo alívio sem a necessidade de cirurgias invasivas ou medicamentos prolongados. Nesta reportagem, exploraremos em detalhes o que torna o Urolift tão revolucionário, sob a análise de um dos médicos pioneiros na técnica inovadora.

Participação no Congresso Brasileiro de Urologia que aconteceu recentemente em Salvador – Bahia

A hiperplasia prostática benigna é uma condição comum associada ao envelhecimento masculino. Mais de 40% dos homens na faixa dos 50 anos e 70% dos homens acima dos 60 anos desenvolvem HPB. Embora seja uma doença benigna, seus sintomas podem ter um impacto significativo na qualidade de vida. O aumento da próstata pressiona a uretra, levando a sintomas urinários incômodos, como a necessidade frequente de urinar, jato urinário fraco, sensação de não esvaziar completamente a bexiga, dificuldade ou demora para começar a urinar, sensação urgente de necessidade de urinar e jato urinário que para e começa.

Dr. Fábio no centro cirúrgico

O Urolift surgiu então como uma abordagem inovadora para tratar a HPB, oferecendo aos pacientes uma alternativa segura e eficaz. Diferentemente de procedimentos tradicionais, o Urolift não requer aquecimento, corte ou remoção de tecido prostático. O Sistema UroLift utiliza um dispositivo implantável para promover uma abertura mecânica da uretra prostática, aliviando assim os sintomas incômodos associados à HPB. O método, que é minimamente invasivo, não requer internação, e é feito de maneira ambulatorial, na maioria dos casos, apenas com o uso de sedação.

Dr. Fábio SantAnna, um dos pioneiros na adoção do Urolift

Além disso, apresenta vantagem como: seguro e eficaz, perfil de risco melhor que o relatado para procedimentos como a ressecção transuretral da próstata (RTU), alívio rápido dos sintomas, melhor que o relatado com medicamentos, e ainda, não mostrou causar nenhuma nova disfunção sexual, complicação temida pelos pacientes. O UroLift é um dispositivo, um implante composto de aço inoxidável, titanium, níquel e nitinol e não promove rejeição e/ou risco de câncer na próstata, que é colocado na próstata por meio de uma abertura mecânica da uretra prostática. É uma solução mecânica para um problema mecânico, que geralmente são pacientes que têm uma interferência infra vesical provocada pelo aumento da próstata.

O procedimento começou a ser realizado nos Estados Unidos há cerca de 11 anos, e desde então, já chegaram a quase 500 mil casos. Atualmente, é o segundo procedimento mais realizado para hiperplasia benigna de próstata nos Estados Unidos. Um dos motivos do grande número de tratamento é a prevalência. Em pacientes com idade acima de 50 anos, a chance de desenvolver a hiperplasia benigna é de quase 50%. Desses pacientes que apresentam hiperplasia benigna, cerca de 30% a 40% apresentam sintomas, e aqueles que apresentam sintomas podem ser tratados.

Dr. Fábio SantAnna, um dos pioneiros na adoção do Urolift, compartilha sua experiência como preceptor do procedimento na América Latina. Ele destaca a rapidez e eficácia do Urolift, realizando o procedimento em ambiente ambulatorial. O médico, que iniciou o procedimento em 2021, ressalta a ausência de efeitos colaterais sexuais e o rápido retorno à qualidade de vida dos pacientes. Um mutirão liderado pelo Dr. SantAnna em Itapema (SC), retirou 13 pacientes da fila de espera para procedimentos mais invasivos, proporcionando-lhes alívio imediato e restaurando a qualidade de vida.

Outro caso notável envolve um paciente jovem que, após enfrentar dificuldades para ter filhos e problemas urinários, encontrou solução no Urolift. Após o procedimento, não apenas seus sintomas foram aliviados, mas ele e sua esposa celebraram a gravidez, marcando a chegada da primeira criança pós-Urolift no Brasil.

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“O paciente não precisa ficar internado, faz o procedimento e vai embora, o procedimento demora em cerca de 10 a 15 minutos, o paciente acaba ficando na recuperação por uma hora, quando ele consegue urinar, é liberado. A maioria dos pacientes não precisam colocar sonda, não precisa colocar cateter, diferente da cirurgia convencional como a RTU de próstata, em que o paciente fica internado dois dias, com a sonda”, explica o médico.

O Urolift é indicado especialmente para próstatas com até 100 gramas de tamanho, atendendo a uma variedade de pacientes insatisfeitos com tratamentos medicamentosos ou impossibilitados de se submeterem a anestesias gerais. Pacientes com comorbidades, que apresentam riscos cirúrgicos significativos, encontram no Urolift uma alternativa viável. A técnica se destaca em casos específicos, como a presença de um lóbulo médio protruso que cresce em direção à bexiga, sendo tratável com sucesso.

Outro cenário favorável para o Urolift é é o paciente com retenção urinária aguda ou crônica devido ao HPB, em uso de cateter vesical de demora. Nestes casos, o procedimento demonstra ser uma opção eficaz para restaurar a função urinária e melhorar a qualidade de vida do paciente. A aceitação global do Urolift é evidenciada por seu volume cirúrgico expressivo nos Estados Unidos e na Europa, respaldado por ensaios clínicos e estudos de revisão que solidificam sua base científica. O urologista Dr. Fábio SantAnna, único preceptor da América Latina designado pela Teleflex, destaca a curva de aprendizado mais acessível do Urolift em comparação com procedimentos tradicionais, enfatizando a importância do treinamento para garantir a excelência na execução do procedimento.

“Penso que essa tecnologia, promove uma experiência muito mais confortável para aquele paciente que tem medo de fazer qualquer tipo de cirurgia”, finaliza o médico.

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