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Analice Nicolau
Analice Nicolau

Com foco na inclusão, Sami eleva de 6% para 35% o número de pessoas negras no time

Healtech tem com como objetivo combater o racismo estrutural e tornar o time mais heterogêneos

Analice Nicolau

19/11/2022 8h00


Buscando combater o racismo estrutural e tornar os times mais dinâmicos, a Sami, operação que é a revolução dos planos de saúde, implementou diversas ações focadas na inclusão social. Dessa forma, a empresa elevou o número de 6% para 25% de pessoas negras no quadro de funcionários. A empresa garantiu ainda a pontuação 4,0 no glassdor, alcançando a nota mais alta da iniciativa. 

Dra Ana Carolina de Paula reconhece que Sami é o seu primeiro a ter diversos negros no corpo médico e técnico (Foto: Divulgação)

“O mundo moderno trouxe a ‘unificação das vidas’, por isso a valorização da diversidade é tão importante e tem tanto valor, pois as pessoas/profissionais não querem mais esconder nenhuma parte/fato de sua vida. Elas querem e têm o direito de ser quem são, mostrar seu cabelo ao natural, falar sobre sua história, sua realidade, sem medo de sofrer qualquer tipo de preconceito, e quando estão ‘inteiras’, produzem muito melhor”, garantiu a líder de diversidade e inclusão da Sami, Melina Moura.

Para a médica da família da Sami, Ana Carolina de Paula, que é uma mulher negra, há felicidade em estar uma empresa que valoriza a diversidade. Ele afirmou ainda que sempre foi a exceção em locais de trabalho anteriores, como a única negra no corpo clínico, e por vezes, até mesmo na equipe técnica.

Melina Moura é a responsável pela diversidade e inclusão na empresa (Foto: Divulgação)

 “Hoje, me sinto à vontade, segura e, inclusive, realizada por em alguns casos ter a oportunidade de atender pacientes negros que também esboçam satisfação por serem acompanhados por mim”, conta a profissional da saúde, que desabafa: “Já enfrentei muito racismo por parte de colegas e pacientes, e cheguei a desistir de alguns empregos pelo clima pesado e insalubre. Não quero mais essa realidade para mim nem para ninguém, e vejo a metodologia de Gestão Inclusiva, como a implementada pela Sami, como uma saída para que outras empresas deem voz e espaço a pessoas negras”, finalizou.

A empresa destaca o trabalho de evolução é diário, o aprendizado constante, e que foi realizado um mapeamento junto ao Instituto Diversitas para identificar pontos de atenção. Além disso, foi adotado um modelo baseado em neurociência que é focado em reduzir vieses cognitivos, seja orientando sobre falas equivocadas ou atitudes preconceituosas, para gerar autoconsciência nas pessoas para elas perceberem que têm esses vieses. 

A Sami surgiu em 2018 com foco em democratizar o acesso à saúde e qualidade, o trabalho vem revolucionando o segmento através de um modelo que alia tecnologia à saúde coordenada via time de saúde, cria uma conexão sólida, entre pacientes, médicos, hospitais e laboratórios.

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