O ícone Palácio Tangará sela o encontro de um dos casais mais influentes da capital paulista em evento badalado
A capital paulista ainda reverbera um encontro que parou o Palácio Tangará. Não se tratou apenas de um evento social, mas de um manifesto de força feminina que movimentou o eixo São Paulo-Norte-Europa, provando que a inovação mais potente nasce, invariavelmente, do resgate dos rituais. No último dia 10 de março, às 15 horas, Clara Medeiros não apenas serviu um chá; ela orquestrou um ecossistema de afeto e poder que reuniu 24 mulheres, entre amigas mais íntimas e madrinhas, em uma tarde que ficará marcada para sempre, como descreve Clara: ‘É muito gostoso ver quase 25 mulheres diversas, de regiões diferentes, de estados diferentes, de países diferentes.’
O cenário não poderia ser outro: o Palácio Tangará, refúgio de sofisticação cercado pelos jardins de Burle Marx, local que guarda a memória afetiva do pedido de casamento feito pelo estrategista Daniel Cavaretti em um jantar que, até então, parecia “normal”. Esse retorno ao Palácio simboliza o fechamento de um ciclo e a abertura de outro, onde a mesa deixa de ser apenas um móvel para se tornar uma plataforma de diplomacia cultural.
Inspirada por figuras históricas como Catarina de Médici, que introduziu o garfo e a etiqueta na França, e Maria Antonieta, que transformou a mesa em estética e experiência social, Clara trouxe essa profundidade para o presente. O chá da tarde, institucionalizado pela Duquesa de Bedford no século XIX, foi aqui reinterpretado como um momento de troca de ideias, moda e pertencimento. Um resgate que Clara valoriza: ‘O chá foi um resgate também a isso, etiqueta e rituais, e eu levo muito isso na minha vida, a questão da disciplina, dos rituais, é uma coisa que eu gosto.”

Clara Medeiros, a guardiã do legado de Dona Mocinha e co-fundadora do CLAPI Club, é a protagonista dessa narrativa que une o Brasil profundo ao mercado global. Nascida em Porto Velho, Rondônia, e filha de pioneiros nordestinos que desbravaram o Norte na década de 70, ela começou “do chão” para hoje liderar a DM Fashion Brand, presente em mais de 10 estados. Sua trajetória é o espelho de uma liderança que não esquece suas raízes: o chá reuniu desde amigas de infância de Rondônia até conexões que residem na Europa. Entre os convidados, o proprietário da Flakes, Leonardo Borges.

Embora tenha convidado 32 mulheres, a distância geográfica impediu a presença física de algumas, mas não a conexão; o grupo criado para alinhar o dress code e a energia do evento manteve todas presentes em espírito e propósito, provando que o território do afeto não conhece fronteiras conforme Clara destacou:. ‘Eu uso muito bem essa questão dos grupos, o Clapi, inclusive, tem um grupo muito forte de WhatsApp, no qual a gente tem trocas, tem pessoas do Brasil inteiro dentro dele.’ Entre as amigas e madrinhas presentes estavam: Valéria Costa, estilista, Margot Park (influenciadora), Acilene Clini, proprietária do restaurante Urus , Isa Viegas do JK Estétika, a sogra de Clara, Sra. Lislei Cavaretti, Maria Fernades, design mocambicana, Renata Russo (Piselli) e Simone Vioto, proprietária do JK Estética.


A transformação desse encontro em um rito de passagem foi potencializada pela curadoria de Paula Sabiao, gestora de experiência residente na Bélgica e amiga pessoal de Clara. Foi Paula quem trouxe o conceito dos fascinators, os adereços de cabeça icônicos da aristocracia inglesa, para garantir a autenticidade de um “Chá Londrino” em solo brasileiro. As convidadas mergulharam na proposta, criando uma estética de união rara de se ver. Clara, em um vestido de seda pura off-white da estilista Valéria Costa e joias de Alexandre Saddi, personificou a união entre a sensibilidade do design e a força industrial.

O impacto real desse movimento vai muito além da estética. Clara Medeiros e Daniel Cavaretti, fundadores do ecossistema CLAPI Club, onde destravam conexões de alto nível entre territórios nacionais e internacionais, revelam expertise afiada em eventos de alto padrão, sempre com o cuidado de grandes marcas e empreendedores de peso, desde convites feitos à mão pela própria Clara, perfumados e selados com cera e o brasão “CC”, até cerâmicas personalizadas que transmitem exclusividade.
O que esse chá ensina ao mercado é que a “Nova Economia” exige profundidade. Não se trata de comemoração passiva, e sim de rituais que constroem legado. Clara Medeiros não apenas celebrou sua união; ela reafirmou o papel da mulher como arquiteta dos rituais que sustentam a sociedade. O futuro do empreendedorismo feminino não espera por quem apenas executa; ele exige quem saiba sentir, conectar e liderar com alma.

Investir nesse tipo de ritual é, em última análise, investir na perenidade das relações que ditam o ritmo dos negócios no país. O legado de Clara ensina: a verdadeira inovação começa no coração da nossa própria história. São Paulo reconhece: a visão estratégica de Clara eleva o padrão de convivência e negócios, transformando o afeto em um ativo financeiro e cultural de valor incalculável. De Porto Velho ao Palácio Tangará, a transformação possível é real.