O Programa Nacional de Imunização (PNI) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) têm como objetivo eliminar o HPV no público jovem até 2030, mas a meta pode estar em risco devido à baixa cobertura vacinal em todas as regiões do Brasil.

Segundo a Fundação do Câncer, apenas 76% das meninas entre 9 e 14 anos receberam a primeira dose da vacina, e somente 57% completaram o esquema vacinal. Entre os meninos de 11 a 14 anos, a cobertura foi ainda mais baixa, com apenas 52% recebendo a primeira dose e 36% completando o esquema vacinal.
O câncer de colo do útero é o terceiro tumor mais diagnosticado entre as mulheres, excluindo-se o câncer de pele, e a quarta causa de morte de mulheres por doenças oncológicas no país. O médico oncologista Ramon Andrade de Mello alerta que as infecções persistentes por alguns tipos de HPV são responsáveis pela maioria dos casos desse tipo de câncer.

A vacinação é a principal estratégia para reduzir os casos desse tumor no país, protegendo contra os tipos 6, 11, 16 e 18 do HPV. Os dois últimos tipos são responsáveis por aproximadamente 70% dos casos de câncer de colo do útero. No entanto, o exame preventivo também é fundamental para um diagnóstico precoce, já que o câncer é assintomático na maioria dos casos.
Para o médico oncologista, é importante conscientizar a população sobre a importância da vacinação e do exame preventivo para a prevenção do câncer de colo do útero. Ele explica que o tumor pode provocar sangramento vaginal intermitente ou após a relação sexual, secreção vaginal anormal e dor abdominal relacionada a queixas urinárias ou intestinais. A prevenção é fundamental para evitar o diagnóstico tardio e aumentar as chances de cura da doença.