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Associação Brasileira de Franchising revê projeções e setor deve crescer cerca de 12% em faturamento em 2022

Setor de franquias acelera recuperação no 2º tri e cresce 16,8%, revela Pesquisa da ABF

Por Analice Nicolau 19/08/2022 4h00
André Friedheim, presidente da ABF

Segmentos que apresentaram maior crescimento no 2º tri foram Hotelaria e Turismo, Alimentação — Food Service, Saúde, Beleza e Bem-Estar, Casa e Construção e Moda.

O franchising brasileiro acelerou sua trajetória de recuperação no segundo trimestre de 2022, comparado ao mesmo período de 2021. Com um faturamento 16,8% maior, o setor manteve sua resiliência frente um cenário com inflação mais elevada e incertezas macroeconômicas, ao mesmo tempo em que superou em 11,4% o faturamento nominal do 2º trimestre de 2019.

. Com um faturamento 16,8% maior, o setor manteve sua resiliência frente um cenário com inflação mais elevada e incertezas macroeconômicas, ao mesmo tempo em que superou em 11,4% o faturamento nominal do 2º trimestre de 2019

Esses dados foram apurados através da Pesquisa Trimestral de Desempenho do setor realizada pela ABF – Associação Brasileira de Franchising. De acordo com o estudo, a receita passou de R$ 41,140 bilhões para R$ 48,052 bilhões nesse período. Quando observado o crescimento em relação ao segundo trimestre de 2020, marcado pelo início da pandemia, o índice chega a 73,3%.

Vale lembrar que além da recuperação da economia de forma geral, a elevação está associada ao maior fluxo de consumidores nas lojas físicas (inclusive em shoppings centers e outros centros comerciais), a retomada mais disseminada de hábitos presenciais e eventos sociais e corporativos e uma grande demanda reprimida em áreas como alimentação e turismo, sendo que o delivery e o e-commerce mantiveram níveis consideráveis. A retomada de serviços e a melhoria da taxa de emprego são outros fatores importantes.

A retomada de serviços e a melhoria da taxa de emprego são outros fatores importantes.

No semestre, a alta no faturamento foi de 12,9% na comparação com os primeiros seis meses do ano passado, saltando de R$ 81,021 bilhões para R$ 91,432 bilhões. Observando-se os primeiros semestres de 2020 e de 2022, a receita cresceu 32,0%, e em relação ao mesmo período de 2019, o faturamento aumentou 8,1%.

A pesquisa da ABF apontou também que a receita no período acumulado de 12 meses avançou 9,2%, de R$ 178,950 bilhões para R$ 195,450 bilhões. Entre os meses de abril a junho de 2020 e deste ano, a variação positiva foi de 14%, e em referência a igual período de 2019, pré-pandemia, o crescimento do setor foi de 8,6%.

Entre os meses de abril a junho de 2020 e deste ano, a variação positiva foi de 14%, e em referência a igual período de 2019, pré-pandemia, o crescimento do setor foi de 8,6%.

A inflação de 5,9% no primeiro semestre (IBGE) também concorreu para estes resultados, porém o setor não vem fazendo o repasse integral e tem buscado formas de mitigar pelo menos em parte seus reflexos, como renegociação ou troca de fornecedores, alteração de mix de produtos, adoção de novas tecnologias, revisão de processos e uma crescente digitalização.

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Para André Friedheim, presidente da ABF, “esses dados positivos reforçam a resiliência e a maturidade do setor de franquias brasileiro, que mesmo ainda enfrentando os impactos da pandemia e novos desafios, segue resistindo e, com muito esforço, avança em sua recuperação. O forte retorno presencial apoiado pela vacinação e a demanda reprimida foram alavancas importantes, mas o franchising está fazendo sua parte para que o crescimento seja sustentável e consistente”.

André Friedheim, presidente da ABF

O presidente da ABF ressalta ainda que “assim como os demais importantes setores da economia brasileira, precisamos que sejam mantidas ou ampliadas as medidas de apoio e financiamento das micro e pequenas empresas, como o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e às Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). Estamos também lutando neste momento para que o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos – Perse beneficie o segmento de Alimentação, um dos mais impactados no período mais crítico da Covid-19”.






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