A Miss Grand Brasil Paula Assunção cria a escola MB Models e impulsiona projetos de inclusão na moda
O mercado de concursos de beleza passa por um processo estrutural de modernização, exigindo perfis que combinem presença de palco com impacto social direto. É dentro desta engrenagem competitiva que Paula Assunção, eleita Miss Grand Brasil 2026, consolida sua posição não apenas como competidora, mas como agente de transformação no setor. A profissional articula a preparação de alto rendimento para compromissos no exterior com a estruturação de empreendimentos focados na capacitação técnica e na inserção de novos talentos na indústria estética.
A base dessa expansão profissional materializa-se na criação da MB Models, uma instituição de ensino especializado com sede em Foz do Iguaçu, no Paraná. O projeto, desenhado em aliança com a especialista Patrícia Figueiredo, estabelece uma ponte com o próprio histórico de Paula, que iniciou sua jornada aos cinco anos. O reencontro, vinte e cinco anos após o primeiro contato, fundamentou um modelo de negócios desenhado para preparar crianças, jovens e adultos, abordando fundamentos como expressão corporal, comunicação corporativa e gestão de imagem.
Além da infraestrutura educacional, a atuação da brasileira ganha contornos de responsabilidade social por meio de sua nomeação como embaixadora da Passarela Inclusiva. A iniciativa movimenta os processos da moda nacional ao questionar medidas e estereótipos historicamente sedimentados nas agências. A proposta pedagógica da Miss Grand Brasil visa englobar biotipos variados, gerando uma reformulação na identidade visual das passarelas e oferecendo ferramentas para que pessoas de diferentes perfis encontrem rentabilidade e projeção na economia criativa.

O desenvolvimento do currículo da MB Models foi arquitetado para transcender o ensino mecânico de desfiles, operando na construção da identidade profissional do aluno. A metodologia foca no autoconhecimento e na disciplina como motores de empregabilidade e confiança. “A nossa intenção pedagógica é ampliar o acesso à formação qualificada, oferecendo suporte contínuo para que os alunos desenvolvam características individuais e trilhem caminhos sólidos no setor”, detalha a fundadora sobre o mecanismo de ensino adotado e o acolhimento mercadológico.

Essa diretriz técnica reverbera diretamente no cotidiano da escola e nos eventos chancelados pela organização, onde a seleção de casting prioriza a pluralidade. O método de trabalho rejeita a padronização excludente, integrando o segmento ao debate contemporâneo de pertencimento e cidadania. “Quando colocamos a diversidade em uma passarela, não estamos apenas apresentando moda, estamos dizendo para quem está assistindo que também existe um lugar para aquela pessoa”, pontua Paula, analisando os bastidores da nova vitrine fashion.
No planejamento estratégico de curto prazo, a dedicação primária recai sobre a disputa do Miss Grand International, competição global que ocorrerá na Índia. O cronograma de treinos engloba imersões culturais na Ásia, refinamento de oratória e preparo físico supervisionado, visando projetar uma identidade atrelada à riqueza brasileira. “Representar o Brasil no Miss Grand International é uma honra imensa e também a realização concreta de um dos maiores sonhos da minha vida”, afirma a representante nacional.

O movimento orquestrado pela profissional indica uma sofisticação na maneira como detentoras de títulos internacionais gerenciam o próprio legado institucional. O arquétipo da estética isolada perde espaço para lideranças capazes de dialogar com as demandas de diversidade, convertendo visibilidade midiática em oportunidades diretas de educação. “O papel de uma representante hoje vai além da estética; ele exige responsabilidade estrutural para abrir portas e dar visibilidade a causas urgentes da sociedade”, conclui a Miss, selando seu compromisso com a renovação do mercado.