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Analice Nicolau
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A inteligência tributária como lastro da expansão global

Colunista Analice Nicolau

31/03/2026 12h08

Planejando expansão global? Entenda como a inteligência tributária e o planejamento fiscal entre Brasil e EUA evitam a bitributação, com análise do especialista Isar Marcelo Galbinski.

Dr. Isar Marcelo Galbinski Jurista e Especialista em Direito Tributário Internacional e Norte-Americano

Especialista em tributação internacional e norte-americana, Isar Marcelo Galbinski analisa entraves do sistema brasileiro, riscos da bitributação e o avanço do planejamento fiscal em operações entre Brasil e Estados Unidos

Ignorar a arquitetura fiscal internacional em 2026 é, essencialmente, aceitar uma erosão silenciosa de patrimônio. Atravessar o Atlântico ou o Equador exige muito mais do que fôlego comercial; demanda uma compreensão cirúrgica de sistemas que, frequentemente, operam em frequências distintas. No atual cenário de transparência absoluta, onde a troca de informações entre o Brasil e o mundo é automática e precisa, a conformidade deixou de ser uma meta burocrática para se tornar o principal ativo de segurança de qualquer operação transnacional.

O apetite do empresariado brasileiro pelo mercado norte-americano nunca foi tão acentuado, impulsionado por um ambiente de segurança jurídica e um tamanho de mercado incomparável. No entanto, o custo dessa movimentação pode ser proibitivo sem a devida harmonização: enquanto a tributação sobre o lucro nos Estados Unidos gravita em torno de 21%, no Brasil esse índice pode atingir 34%. Dados recentes apontam que a eficiência de uma operação cross-border está diretamente ligada à capacidade de mitigar a onerosidade fiscal sem ferir as soberanias nacionais, um equilíbrio que poucos conseguem dominar.

É nessa intersecção de jurisdições que o advogado Isar Marcelo Galbinski, especialista em tributação internacional e norte-americana, posiciona sua atuação como um facilitador estratégico. Com o olhar de quem decifra a complexidade para gerar viabilidade, Galbinski destaca que o desafio reside no diálogo inexistente entre legislações distintas. “Atuar com planejamento tributário internacional é, antes de tudo, lidar com legislações de países diferentes que nem sempre conversam entre si”, afirma o especialista, reforçando que a proteção do capital exige técnica e não apenas intenção.

A ausência de um tratado abrangente para evitar a dupla tributação entre Brasil e Estados Unidos é um fator que, embora não gere insegurança, impõe uma carga de custos que poderia ser otimizada. Galbinski observa que o conceito de tributação sobre a renda global é aplicado por ambas as nações, mas com critérios de origem que divergem. “Isso pode gerar inconsistências, porque muitas vezes um país entende que a renda é doméstica e o outro também, o que dificulta o aproveitamento de créditos fiscais”, explica. A transformação de um negócio “local expandido” para uma “corporação global eficiente” passa, obrigatoriamente, por esse ajuste fino.

Entre os erros mais comuns que drenam recursos das empresas brasileiras está a abertura de estruturas nos EUA sem o devido entendimento das regras locais. A fiscalização norte-americana é rigorosa e a falta de planejamento pode resultar em multas que comprometem a operação. Para o especialista, não se trata de exportar tributos, mas de aplicar a teoria da desoneração na prática, algo que o sistema brasileiro ainda torna complexo. “O ambiente está em ebulição, com mudanças recentes e uma carga tributária elevada. O Estado é pesado e acaba sufocando a atividade econômica”, analisa Isar Marcelo.

Olhando para o horizonte das sucessões e do legado familiar, a busca pela reorganização patrimonial internacional tornou-se uma tendência irreversível para quem busca perenidade. O nível de transparência global hoje é tal que tentar operar fora do radar é um risco obsoleto. “Hoje é muito difícil alguém operar fora do sistema sem ser identificado. O nível de transparência aumentou significativamente”, ressalta Galbinski. O impacto coletivo de uma consultoria técnica de alto nível reflete na preservação da renda e na geração de empregos qualificados, permitindo que a riqueza brasileira se projete com solidez no exterior.

Investir em planejamento tributário internacional é, acima de tudo, investir no futuro da sua soberania financeira. O Brasil encontra-se em um momento decisivo, onde o potencial econômico precisa ser amparado por sistemas mais eficientes e menos onerosos. Como o legado de Isar Marcelo Galbinski ensina: a inteligência fiscal é o que separa o aventureiro do protagonista global. Afinal, como ele mesmo alerta com a autoridade de quem conhece os riscos: “Sem planejamento tributário internacional, o risco é pagar mais imposto do que deveria, ou poderia.”

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