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GP do Bahrein na Malásia e o desafio de Sepang

Redação Jornal de Brasília

28/09/2026 13h38

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O Circuito Internacional de Sepang, palco do inédito GP do Bahrein na Malásia, retorna à Fórmula 1 após nove anos e promete um dos maiores desafios técnicos da temporada ( F1)

A Fórmula 1 não dá trégua. Após a eletrizante vitória de George Russell pelas ruas de Baku, o circo desembarca no Sudeste Asiático para uma das etapas mais peculiares da história recente da categoria.

O cenário do próximo fim de semana é o lendário Circuito Internacional de Sepang, mas o letreiro oficial estampa a etapa como sendo o Grande Prêmio do Bahrein, já que os organizadores de Sakhir seguem operando os bastidores financeiros da prova, ainda que a ação real aconteça no asfalto malaio, marcando o retorno de uma pista icônica após nove anos de ausência.

É uma volta aguardada. Fora do calendário desde 2017, Sepang retorna com seus 5,543 km e 16 curvas; e a grande questão é saber se a Mercedes conseguirá sustentar o ritmo apresentado em Baku ao trocar os muros espremidos e as longas retas do Azerbaijão por uma pista permanente, larga e de alta exigência aerodinâmica.

Em Baku, a equipe mostrou novamente força em classificação e corrida, mas Sepang apresenta outro tipo de desafio: curvas de raio longo, forte demanda lateral sobre os pneus, altas temperaturas e possibilidade de chuva tornam o gerenciamento térmico e o equilíbrio do carro ainda mais importantes.

Do outro lado, a Red Bull deixou Baku com sinais positivos, com o segundo lugar de Verstappen – que chegou colado em Russell -, e com Isack Hadjar completando o pódio.

O holandês, porém, enfrentou problemas de unidade de potência durante o fim de semana, o que aumenta a pressão sobre a equipe para evitar novas complicações nas próximas etapas.

Pesadelo para os engenheiros

Para este fim de semana, a guerra das atualizações ganha um capítulo crucial. A Ferrari, que sofreu com o ritmo de corrida no Azerbaijão, aposta em atualizações na sua unidade de potência usando as brechas do sistema ADU da FIA.

A Red Bull tenta refinar o mapa aerodinâmico para mitigar o desgaste de pneus traseiros, enquanto a Mercedes leva pequenos retoques nos sidepods para lidar com o ar rarefeito e úmido de Sepang.

E as questões técnicas não param por aí. As equipes precisam encontrar o ponto ideal entre carga aerodinâmica, velocidade de reta e preservação dos pneus em um circuito que não perdoa carros desequilibrados.

E há outro ingrediente: experiência. Para parte significativa do grid atual, Sepang será território inédito. Nomes como o líder do campeonato Andrea Kimi Antonelli, Oscar Piastri, Lando Norris e o brasileiro  Gabriel Bortoleto, entre outros, farão suas estreias no traçado,

Para Franco Colapinto, o desafio será ainda maior. O argentino carregará uma punição de cinco posições no grid, aplicada pelo incidente em Baku que terminou com o abandono de Norris, do próprio piloto e de seu companheiro na Alpine, Pierre Gasly.

Depois de nove anos fora do calendário, Sepang retorna justamente em um momento decisivo da temporada. Se Baku exigiu velocidade e sobrevivência entre os muros, a Malásia será um teste de consistência, eficiência e resistência.

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