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F1 volta no fim de semana, sob novas regras

Com mudanças imediatas e testes importantes em andamento, o GP de Miami marca mais um capítulo na adaptação da Fórmula 1 à sua nova era técnica

João Luiz da Fonseca

26/04/2026 12h19

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Ajustes no regulamento técnico entram em vigor no GP de Miami, em um formato Sprint que limita a apenas um treino livre a adaptação aos ajustes e com novo sistema de largada em teste

A Fórmula 1 está de volta neste fim de semana com o GP de Miami, já sob um pacote de mudanças no regulamento, que promete influenciar diretamente o desempenho das equipes. As atualizações foram definidas após recentes discussões entre a FIA, as escuderias e os fabricantes de unidades de potência — e entram em vigor imediatamente.

O impacto do retorno, após o período de pausa forçada em abril, é ainda mais significativo por se tratar de um fim de semana com Sprint. 

Pelo regulamento, as equipes teriam apenas uma hora de treino livre (TL1) para adaptar seus carros às novas diretrizes antes do parque fechado. No entanto, a FIA estendeu em meia hora a atividade, que passará a ter 90 minutos de duração.

Além disso, algumas das mudanças, como as relacionadas às largadas, também serão testadas em Miami, mas adotadas definitivamente apenas após feedback e análise posterior.

Desempenho e eficiência

As alterações têm como objetivo refinar o comportamento dos carros da nova geração, melhorar a competitividade e otimizar o uso de energia. Neste último caso, um dos principais pontos está na gestão energética para as voltas de classificação. 

A recarga máxima caiu de 8 MJ para 7 MJ, reduzindo o uso excessivo da bateria e tornando a entrega de potência mais constante. O tempo de super clipping — estratégia em que o carro recarrega a bateria mantendo o acelerador totalmente pressionado — também diminui, enquanto a potência do MGU-K segue em 350 kW nas principais acelerações, com limites de 250 kW em outros trechos. Além disso, o número de corridas com limites alternativos de energia aumenta de oito para 12, ampliando as opções estratégicas.

O conjunto dessas medidas busca reduzir velocidades de aproximação excessivas sem comprometer as oportunidades de ultrapassagem.

Largada em teste

A FIA também testa em Miami um novo sistema de largada, com foco em segurança. Carros com aceleração anormal receberão assistência automática do MGU-K e alertas visuais para os demais pilotos. 

Ajustes na volta de formação e melhorias para condições de chuva, com maior temperatura dos pneus intermediários, completam o pacote.

Equipes apoiam, mas pedem cautela

Embora essas propostas ainda dependam de aprovação formal do Conselho Mundial da FIA, os ajustes definidos já contam com apoio das equipes, que avaliam positivamente o esforço conjunto para aprimorar a categoria.

James Vowles ressaltou a importância da evolução contínua. Em um comunicado publicado nas redes sociais, o chefe de equipe da Williams compartilhou: “Essas são mudanças sensatas e as equipes, a FIA e a Fórmula 1 fizeram um bom trabalho nas últimas semanas para chegar a um acordo sobre elas. Estamos ansiosos para vê-las em ação a partir de Miami”.

Toto Wolff, chefe da Mercedes, também afirma que as discussões têm sido construtivas. No entanto, defendeu intervenções precisas: “com bisturi, não com um taco de beisebol”, comparou, enfatizando a necessidade de proteger a Fórmula 1 e agir com precisão para evitar decisões precipitadas que possam piorar problemas existentes.

Na mesma linha de aceitação, o chefe da McLaren, Andrea Stella, compartilha da opinião de que é importante encontrar um equilíbrio entre o desempenho dos novos carros, a segurança e a atratividade, mas reconhece que não há soluções fáceis para os desafios técnicos.

Em um cenário de mudanças imediatas em busca de equilíbrio entre eficiência, espetáculo e segurança, o GP de Miami será o primeiro filtro real dessas intenções. 

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