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Kelton celebra 10 anos de carreira com o disco “Esperar Aquela Dança”

“Esse disco contém 40 anos de vivências. Talvez por isso tenha levado cinco anos pra chegar no resultado final”

Por Thaty Nardelli 24/07/2023 2h30
Foto: Marcus Bonham/Divulgação

Um rock alternativo, familiar e surpreendente ao mesmo tempo, marca “Esperar Aquela Dança”, quarto álbum do cantor, compositor, guitarrista e produtor musical brasiliense Kelton. Celebrando seus 40 anos de vida e 10 de carreira solo, ele faz do disco um registro de vida e de experiências que se conectam à vida dos ouvintes. “Esse disco contém 40 anos de vivências. Talvez por isso tenha levado cinco anos pra chegar no resultado final, que, por sinal, é bem diferente do que eu havia imaginado quando compus essas músicas, em 2018. Aconteceu muita coisa nesse tempo”, conta. “Espero conseguir levar um pouco desse contentamento para quem escutar”, frisa Kelton.

Você é cantor, compositor e produtor musical. Mas quando, de fato, a música entrou na sua vida?

Meus pais sempre foram apreciadores de música, mas nunca teve gente tocando instrumentos lá em casa. Só quando cheguei na adolescência é que comecei a pirar nisso. De repente, apareceu um violão na minha mão e eu fiquei obcecado por aquilo, comecei a escutar Legião Urbana, Pink Floyd, Chico Buarque… nunca mais parei.

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E geralmente, de onde vêm as inspirações das suas composições?

Tudo tem uma relação com as minhas experiências pessoais, mas quase nada é autobiográfico. A realidade é só o começo da inspiração. Quando as ideias se desenvolvem, adquirem vida própria.

Este ano você celebra 10 anos de carreira e 40 de vida. Pode fazer um balanço da sua trajetória até agora?

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Acho que esses anos de música foram uma grande lição pra mim, no sentido de aprender a confiar mais nos meus instintos, na minha sensibilidade, na existência de ouvidos para escutar o que tenho a dizer. Confiar mais no que faço e fazer mais disso: é o que sinto hoje.

Inclusive, seu novo álbum, “Esperar Aquela Dança”, deve ser um grande apanhado de todos esses anos…

Esse disco é um grande reencontro com as minhas principais influências musicais. Vejo muitas das minhas bandas favoritas nele, como Radiohead, Legião Urbana, Pink Floyd, Caetano Veloso e Los Hermanos. As músicas foram compostas em 2018, um período em que eu estava tentando sair um pouco do tema do “amor romântico” para pensar coisas mais amplas da vida: política, amizade, religião, sexo. Tudo isso ganhou novos contornos nessas canções.

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Sim! “Esperar Aquela Dança” traz muito disso que fez parte da sua formação artística para buscar uma identidade madura na música. Como foi para você imprimir essa essência no álbum?

Foi um processo bem natural. Não foi algo pensado de forma muito intencional, eu simplesmente decidi fazer qualquer coisa que me desse vontade de gravar. Sem prejulgamentos, sabe?! As influências foram aparecendo de forma orgânica, eu estava muito mais preocupado em ser direto com a mensagem das canções do que com a estética do disco.

Você disse que “esse é o primeiro disco que eu faço que não é triste”…

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Durante boa parte da minha vida, fui um cara triste e melancólico. Eu era muito tímido e inseguro. Isso mudou nos últimos anos e era natural que isso afetasse a minha forma de compor. Me sinto uma pessoa menos romântica, mas ao mesmo tempo mais entusiasmada com o amor em suas múltiplas formas. Isso já começou a aparecer nesse disco e deve ficar mais evidente nos próximos.

Além disso, você também é produtor musical e assinou trabalhos elogiados pela crítica especializada, incluindo artistas como Joe Silhueta, Beto Mejía, Profissão de Urubu, entre outros. O que você acha que difere seu trabalho?

Sinceramente, não sei… eu apenas tento levar a minha sensibilidade e o meu conhecimento técnico pras obras dessas bandas, torcendo pra que isso ajude elas a concretizar sua visão musical. O meu diferencial é apenas a minha personalidade como músico e pessoa.

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Hoje, com toda a sua vivência na música, como você enxerga a cena cultural de Brasília e o que acha que poderia melhorar?

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Sinto que a cidade precisa se preparar melhor para acolher seus artistas. Tem muita coisa boa acontecendo, mas parece haver pouco interesse dos lugares, as curadorias não são muito conectadas com a cena e não há uma divulgação muito consistente das programações. Falta sinergia da cidade com a sua música.

Quais os planos para o futuro? Tem algum projeto saindo por aí?

Já estou pensando no próximo disco! Começando a gravar novas coisas e a produzir discos de outros artistas incríveis. Estou felizão!

Ouça “Esperar Aquela Dança”: plataformas digitais
Ouça “Esperar Aquela Dança”: YouTube
Acompanhe mais do artista: @tvkelton






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