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Liberdade econômica como fator principal para tratar a desigualdade social

A chave para que um país tenha sucesso na implementação da liberdade econômica, se traduz em pouca burocracia, contundente cumprimento da lei, estado enxuto e mínimo, e considerável redução da corrupção.

Por Franco Júnior 16/12/2020 3h56
Liberdade econômica como fator principal para tratar a desigualdade social Liberdade econômica como fator principal para tratar a desigualdade social

A Heritage Foundation avaliou o nível de liberdade econômica dos países e elaborou um índice que mensura o quanto uma nação tem sua economia livre, através de quatro critérios:

  1. Estado de Direito (Império da Lei): em que examina o respeito aos Direitos de Propriedade; a Eficiência Judicial ao assegurar o cumprimento dos direitos e dos contratos; e a Integridade de Governo (observância da Constituição e das leis e ausência de corrupção);
  2. Peso do Governo: carga tributária; proporção da riqueza nacional consumida pelo Estado; e equilíbrio fiscal;
  3. Grau de Intervencionismo do Estado: liberdade para empreender, averiguando a dificuldade para abrir, operar e fechar uma empresa (a partir do número de procedimentos burocráticos exigidos, quantidade média de dias de espera e custo, seja para abrir, licenciar a operação ou encerrar um empreendimento); nível de intervenção do Estado nos contratos de trabalho, reduzindo sua liberdade; e liberdade monetária, ou seja, ausência de inflação e controle coercitivo sobre preços;
  4. Abertura comercial: Liberdade de Comércio Exterior (ausência de barreiras tarifárias e não tarifárias à importação e exportação); Liberdade de Investimento (inexistência de amarras legais para movimentar capital de um setor para outro e através das fronteiras); e Liberdade Financeira (independência do setor bancário em relação ao Estado).

A chave para que um país tenha sucesso na implementação da liberdade econômica, se traduz em pouca burocracia, contundente cumprimento da lei, estado enxuto e mínimo, e considerável redução da corrupção.

Essa liberdade econômica é fomentada através da colocação no mercado de bens, serviços e produtos para que mais pessoas possam adquirir, dentro de um preço razoável (que é estimulado através da competição), para fins de se conquistar cada vez mais clientes.

Por isso, a importância do fomento ao empreendedorismo.

A liberdade econômica permite a competitividade de empresas e assim a multiplicação do mercado, com maior oferta de mão de obra. E através dessa atividade econômica, fomentada pela liberdade, ocasionará o lucro (palavra marginalizada pela maioria dos brasileiros), que poderá permitir que salários sejam aumentados.

Ou seja, a única forma de que todo trabalhador tenha um salário melhor é através do aumento do lucro da empresa para a qual o mesmo trabalha.

Veja-se. O aumento de renda é a única forma de ascensão social possível no atual sistema que vivemos. Essa ascensão permite ao cidadão deixar de consumir 100% da sua renda, sobrando para investimento ou poupança.

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E tudo se forma através de um ciclo vinculado.

Liberdade econômica empreendedorismo competitividade de mercado maior oferta de empregos lucratividade maiores salários ascensão social.

Infelizmente políticos se utilizam de ongs, sindicatos, movimentos sociais para persuadir discurso contra a liberdade econômica, desvirtuando conceitos e resultados decorrentes dessa situação.

Vivemos a polaridade entre direita e esquerda nos governos, e o fato é que nenhum deles, durante todo o nosso período político de redemocratização, apresentou-se com todos os requisitos necessários para serem considerados um governo com viés de liberdade econômica.

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Governos de esquerda tradicionalmente se utilizam de movimentos sociais etc. sindicatos, deturpam a economia através de medidas populistas. Geralmente o resultado é uma igualdade social maior, contudo, com efeito contrário. Mais pessoas em condição de pobreza, vide exemplos de países como Venezuela e Argentina. Existe um nivelamento por baixo, atraindo o máximo de pessoas para a linha da pobreza.

O mesmo ocorre com o governo de direita instalado no país há 02 anos, onde, apesar de apresentar um ministro da economia com viés liberal, o comportamento do governo não se tem mostrado inclinado para a liberdade econômica como deveria ser.

A Liberdade econômica se constitui através de um Estado mínimo. Quer dizer que o Estado deve ser focado nas condições sociais do cidadão, como saúde, educação e segurança. Empresariar é para a iniciativa privada, onde há concorrência, livre mercado e com isso aumento de empregos e, consequentemente, de renda.

Nossas experiências Estatais no mundo privado não são exitosas, com diversos casos de corrupção, bem como servindo à favores e vieses políticos, conforme se formou o noticiário durante um bom período no governo anterior.

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Todo esse movimento de liberdade econômica, se realizada da forma correta, poderá ter como objetivo principal a drástica redução da desigualdade social.

A tentativa de governos populistas – tanto de esquerda quanto de direita – que tentam resolver esse problema através de concessão de benefícios, como por exemplo, bolsa família, é apenas um paliativo que resolve problemas de ordem primária de miserabilidade, mas não permite qualquer ascensão social ou uma redução de pobreza de forma efetiva.

Sim, devem existir para que nenhum cidadão seja desamparado em suas necessidades básicas, mas está longe de resolver o problema social.

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Só temos um caminho para reduzir a desigualdade social ela se chama: Liberdade Econômica.

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