O poeta. É assim que se referem a Alexandre Brancoh, que encontra-se em um ano de celebração. Ele foi reconhecido como talento literário no 12º Prêmio Cultural Nacional da Academia de Letras e recebeu uma comenda este ano. “É sempre uma alegria ver que o que fazemos é valorizado e também premiado. Foi uma grata surpresa recebê-lo. Estou muito contente”, avalia.
Vindo de uma trágica história com a morte dos pais, Brancoh deixou Minas Gerais com apenas quatro anos e veio morar com a tia na capital do País. Multiartista, Alexandre passeia por diversas vertentes artísticas, mas dedica-se com intensidade à poesia. E a cidade rouba a cena em seu trabalho. “Escrevo sobre Brasília como forma de agradecimento pelo jeito que ela me acolheu”, conta.
Teatro
Alexandre também flerta com o teatro. O autor escreveu o texto de Era o Menino Jesus Um Mágico? – peça lúdica sobre a figura religiosa. “Participei de um grupo de teatro e me arrisquei a escrever. Descobri novos gêneros. É interessante, o desafio de um escritor é saber contar uma história”, explica.
A sétima arte também se faz presente. Brancoh possui dois curtas aprovados pela Lei Rouanet, O Futuro Passa Ao Lado, uma tragédia urbana ambientada em sua quadra, a 312 Norte. Também há Versos Cegos, que mostra a saga diária de um deficiente visual em atravessar a pista. “Me aventuro entre outras vertentes, mas o que gosto mesmo é a poesia”, entrega o artista.