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Vários shows comera O "Século do Samba" em Brasília

Arquivo Geral

11/02/2016 18h20

A série de quatro shows, em celebração ao Samba, aporta em Brasília entre os dias 12 e 15 de fevereiro no Teatro I do CCBB. O evento acontece a apartir das 21h e os ingressos custam R$ 5,00  a meia entrada.

Aprovada pelos CCBB de Brasília  para a programação de 2016, a série de shows “O Século do Samba” assinala o centenário de um dos mais importantes gêneros musicais brasileiros, cujo marco fundamental acontece em 1916, com a gravação e o registro de autoria de “Pelo telefone”, de Donga e Mauro de Almeida, o primeiro samba lançado em disco.

Entre as muitas vertentes apresentadas pelo samba ao longo de seu percurso histórico, a série “O Século do Samba” privilegia quatro recortes, expressos no seguinte programa: Samba de breque e outras bossas, com Pedro Luís e Jards Macalé; Samba novo, com os Prettos e João Martins; Terreiro e carnaval, com Nei Lopes e Monarco; e Partido-alto, samba de fato, com Tantinho da Mangueira e Leci Brandão.

Abrindo temporada de shows, em “Samba de breque e outras bossas”, se apresentarão de Jards Macalé e Pedro Luís que rendem homenagem a Moreira da Silva. Noite para apreciar clássicos do samba-de-breque, como “Acertei no Milhar” (Wilson Batista e Geraldo Pereira), “Na subida do morro” (Geraldo Pereira, Moreira da Silva e Ribeiro Cunha), “Amigo urso” (Henrique Gonçalez), entre outras. Destaque para a humorística “Moreira da ópera” (Marília Batista e Henrique Batista).

Leci Brandão e Tantinho trarão ao palco do CCBB Brasília, no dia 15 de fevereiro, repertório tradicional de partido-alto. Além de refrãos tradicionais, improvisarão em cima de partidos estilizados, como “Isso é fundo de quintal” (Leci Brandão e Zé Maurício) e outros. De quebra, os dois intérpretes, que são mangueirenses ilustres, cantarão um pequeno bloco de sambas em homenagem à Mangueira. Este show recebeu o nome de Partido-alto, samba de fato.

Além destes expressivos intérpretes apresentados pela série, “O Século do Samba” destaca ainda alguns dos mais representativos instrumentistas do gênero, a exemplo dos percussionistas Claudio Brito, Paulino Dias e Thiago da Serrinha, do flautista Dirceu Leite e do cavaquinista Alceu Maia.

O curador e diretor musical da série, Luís Filipe de Lima, além de já ter idealizado e dirigido mais de uma dezena de projetos musicais no CCBB ligados ao samba (Partido-alto, samba de fato, Samba de breque e outras bossas, Samba guardado, 70 sambas inéditos, Brasil de todos os sambas, Um século de Noel Rosa, Alô? alô… 100 anos de Carmen Miranda, Contos de areia, 70 anos de Clara Nunes, Ismael Silva, Deixa falar, Lupicinio, Sete cordas, um violão brasileiro, Lamartine em revista), é figura profundamente ligada ao samba, na condição de músico, pesquisador e produtor cultural.

Gênero básico e seminal da MPB, um dos principais traços identitários da cultura brasileira surgido no século XX, o samba tem origem afro-baiana de tempero carioca. Descendente do lundu, do batuque, primo do jongo, ele nasceu nas casas das “tias” baianas da Praça Onze, no centro do Rio (localizada em meio à chamada Pequena África, que no início do século passado se estendia da Pedra do Sal à Cidade Nova), entre umbigadas e pernadas de capoeira, marcado no pandeiro, prato-e-faca e na palma da mão.

Embora antes de Pelo Telefone, assinada por Ernesto dos Santos, o Donga (com Mauro de Almeida) em 1916, outras gravações tenham sido registradas como samba, foi esta que fundou o gênero, por sua estrondosa e definitiva repercussão. A árvore do samba começa a se ramificar desde logo, com o advento do chamado samba do Estácio e também com o samba-choro (do qual derivaram o samba-de-breque, o samba-sincopado e o samba-canção).

Aparecem ainda na primeira metade do século o partido-alto, com seus versos improvisados, o samba de terreiro, o samba-enredo, trilha sonora dos desfiles das escolas de samba, e o samba carnavalesco, cantado e dançado no bailes de Momo. A partir do Rio de Janeiro, num primeiro momento, mas logo fixado em todo o Brasil, com repertório e sotaques próprios, o samba ganha o mundo. E se mistura com outros gêneros, dando origem ao samba-coco, samba-reggae, samba-rock, sambalanço, samba-de-latada.

É imensa a pujança do samba ao longo de todo um século de existência, e ainda hoje este vigor permanece, projetando-se com intensidade para o futuro. Daí a importância de se celebrar este centenário num espaço tão nobre quanto o do CCBB, em uma iniciativa de alto mérito artístico.

A série O século do samba, que ao longo de quatro programas apresenta cerca de oitenta músicas, oferece ao público um painel vivo, diverso e rico deste repertório, com a presença de oito expressivos artistas, representantes do gênero.

Serviço

Data: 12 a 15 de fevereiro

Hora: 21h

Local: Teatro I do CCBB Brasília – SCES Trecho 2 – Brasília/DF

Ingressos: R$ 5,00 (meia entrada)

Informações: (61) 3108-7600

Classificação indicativa Livres

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