
Mais uma página do mesmo livro, mais uma parte da mesma história”. O verso de No Pé do Vento é a plena definição de Maria Gadú para seu novo trabalho. A paulistana de jeitinho meigo e voz firme traz sua energia para o solo do cerrado brasiliense, em apresentação marcada para este sábado, às 22h30, na Arena Brasília do Shopping Iguatemi (Lago Norte).
Com apenas quatro anos de carreira, o talento de Gadú não se amarra ao tempo. Livre de rótulos, a cantora colocou sua essência em Mais Uma Página. “Depois de quase três anos trabalhando o repertório do primeiro disco, tínhamos novas canções. E a vontade de um outro, novidade”, comenta Gadú, em entrevista ao Jornal de Brasília.
Aventuras ilustres
Ela chegou despretensiosa e rapidamente conquistou um vasto público com seu potencial. Com 24 anos, a jovem já contabiliza dois discos, dois DVDs lançados e algumas aventuras musicais, como a parceira com o compositor norte-americano Jesse Harris, com quem a artista fez turnê pela Europa este ano.
“Fiquei feliz com as oportunidades que tive, e tenho. Toco com meus ídolos e sou muito grata. Gosto do público e da coisa toda de fazer música, gravar disco e DVD. O balanço da minha carreira é aquele de parquinho, sabe? Lugar que a criança feliz senta e se diverte até não poder mais”, brinca Maria Gadú.
Em 2011, Maria dividiu o palco com Caetano Veloso em um DVD gravado pelo Multishow. A compilação conta com clássicos de Caetano e algumas canções da cantora. O trabalho ainda rendeu uma mini-turnê com seis shows. “Cantar um DVD inteiro com Caetano foi mágico”, admite.
O tempo não para
Ídolos também têm heróis. No caso de Gadú, não é diferente. A moça se debruça sob a intensa e visceral obra de Cazuza no Projeto Banco do Brasil Covers, que percorre cinco cidades.
Além da empreitada, a cantora também homenageou o músico no tributo ao poeta realizado na edição deste ano do Rock in Rio. “Tenho muito do Cazuza na minha música, pois tudo que a gente faz tem a carga do que admiramos. Tudo que a gente escuta influencia, principalmente na hora de fazer canções. O Cazuza tinha uma forma poética bonita, de simplicidade e de pequenas analogias. Sou fã daquelas de se arrepiar por qualquer coisa”, finaliza.