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Viva

Última noite de trapaças

Arquivo Geral

01/09/2013 9h00

Em produção leve, mas com tom de despedida, a comédia dramática Amigos Inseparáveis, do diretor Fisher Stevens (Lola), nos faz refletir sobre até que ponto alguém pode chegar quando o assunto é amizade e lealdade. No longa, três anti-heróis na casa dos 70 se reencontram em uma noite alucinante, com direito a aventura, roubos, tiros e muitas mulheres. Com um roteiro fraco, o elenco é um dos principais atrativos do filme.

Al Pacino (O Poderoso Chefão) vive Val, um homem que carrega sozinho a culpa de um crime. Ao decidir não entregar seus amigos, ele acaba pegando 28 anos de prisão. Christopher Walken (Pulp Fiction: Tempo de Violência) encarna Doc, o melhor amigo de Val, um ex-bandido que vive preso às ordens de um poderoso mafioso da cidade. Ele vive uma crise de consciência ao receber uma missão um tanto difícil de cumprir: matar o amigo até as 10h da manhã do dia seguinte. O trio é completado por Alan Arkin (Edward Mãos de Tesoura), como Hirsch: o típico bom moço em meio aos leões.

 

O roteiro anêmico se baseia em uma corrida contra o tempo, sem deixar de lado um monte de metáforas e clichês, como o uso de viagra na terceira idade. 

 

Homenagem


A contagem regressiva, sem emoção, que anuncia a morte anunciada de Val também não convence. E a trilha sonora — econômica — dita o tom melancólico que o longa procura, em um cenário composto por neons, ruas e bares desertos. Apesar de parecer apenas mais um pastelão, a comédia dramática é, na verdade, uma bela homenagem à trajetória dos três grandes atores.

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