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Teatro e Dança

Residência no SESI Lab propõe imersão para novos criadores com arte e tecnologia

Quarta edição do projeto MEU LUGAR reúne artistas e especialistas em uma programação gratuita que aposta na experimentação

Alexya Lemos

10/04/2026 5h00

iara izidoro

Iara Izidoro, palestrante. Foto: Divulgação

A convergência entre arte e tecnologia ganha um novo capítulo a partir de abril com a realização da 4ª Residência Artística MEU LUGAR, no SESI Lab. Em um contexto em que ferramentas como inteligência artificial, realidade virtual e programação criativa passam a ocupar espaço central na produção contemporânea, a iniciativa se apresenta como um ambiente estruturado de formação, troca e experimentação.

Com capacidade para até 540 participantes, a residência reúne artistas, estudantes e profissionais de tecnologia em uma programação gratuita que combina encontros imersivos, acompanhamento contínuo e acesso a práticas que exploram desde dança em 3D até dramaturgia imersiva e audiovisual expandido. A proposta é conectar diferentes campos de criação por meio de uma curadoria que inclui nomes como Jorge Garcia, Diego Mac e Jair Molina.

diego mac
Diego Mac. Foto: Divulgação

Mais do que acompanhar tendências, o projeto busca atuar como catalisador de trajetórias e fomentar a produção artística no Brasil Central, apostando na integração entre linguagens e no uso de ferramentas tecnológicas como parte do processo criativo.

Para a artista Iara, que integra a programação, a relação entre corpo e tecnologia não deve ser entendida apenas como uma exigência contemporânea. “Em vez de pensar essas ferramentas como um novo ‘requisito’, me interessa deslocar um pouco essa lógica. A oficina não parte da ideia de que é preciso dominar tecnologia para estar atualizado, mas de perceber como essas tecnologias já atravessam o corpo, mesmo quando não estamos nomeando isso”, afirma.

A perspectiva reforça a proposta da residência de se afastar de um modelo puramente técnico e apostar em processos mais abertos de investigação. “Ela se posiciona mais como um espaço de fricção e de escuta do que de capacitação técnica”, completa. Essa abordagem dialoga com uma compreensão mais ampla da tecnologia, considerando-a como elemento já incorporado à experiência humana.

“O corpo sempre foi tecnológico, sempre foi mediado por sistemas, códigos, próteses, linguagens. O que muda é a intensidade, a visibilidade e a velocidade dessas mediações hoje”, diz Iara.

Nesse cenário, a residência se configura como um espaço de encontro entre práticas distintas, em que o compartilhamento de processos é parte fundamental da experiência. “Esse ambiente de troca é central. Não só pelo acompanhamento, mas pela possibilidade de ver o próprio trabalho se deslocar a partir do encontro com outras práticas”, destaca.

Segundo ela, o contato com diferentes perspectivas pode gerar deslocamentos criativos inesperados. “Às vezes uma pergunta de outra pessoa ou um procedimento completamente diferente abre um caminho que você não acessaria sozinha. Tem algo de contaminação aí que é muito potente.”

Serviço
4ª Residência Artística MEU LUGAR
Local: SESI Lab, Setor Cultural Sul, Bloco A, Asa Sul
Quando: de 2 de abril a 30 de maio de 2026
Atividades gratuitas:
Oficinas: 20 vagas cada – inscrições pelo Instagram
Palestras: 60 ingressos por sessão – retirada pelo Instagram

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