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Teatro e Dança

Musical leva as marchinhas de Carnaval das ruas ao teatro

A folia do Carnaval e a celebração da memória neste musical brasiliense

Amanda Karolyne

06/02/2026 5h00

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Foto: Divulgação

Para entrar no clima carnavalesco de vez, quem é fã de musicais e da folia dos bloquinhos e marchinhas já tem uma programação certa: O Último Apaga a Luz, um musical que celebra a memória. Serão duas sessões nos dias 7 e 8 de fevereiro às 20h, na Escola Parque, na 210/2011 norte. 

Segundo o artista Oliver Oliveira, a peça gira em torno de uma senhora ranzinza que, isolada dentro da própria casa, se vê obrigada a confrontar, e aos poucos fazer as pazes, com o Carnaval. “A partir desse embate entre resistência e festa, a peça constrói um passeio afetivo pelas múltiplas formas de viver o Carnaval, trazendo para o palco personagens, arquétipos e situações que dialogam com a tradição, a nostalgia e o presente”, destacou. 

Ele assina a direção da peça e afirmou ainda que esse musical é uma celebração da memória, do encontro e da transformação que a festa provoca. “O público pode esperar um verdadeiro baile teatral. O espetáculo mistura humor, emoção e crítica social, guiado por marchinhas carnavalescas que atravessam gerações”, disse. Logo, quem for assistir vai encontrar momentos para riso, identificação, nostalgia e também para reflexão. 

A produção convida o público a cantar, se emocionar e se reconhecer em cena, resgatando o espírito dos carnavais de rua, ao transformar o teatro em uma grande festa compartilhada. Segundo ele, a expectativa para essa temporada de 2026 é ampliar o alcance do espetáculo, consolidando O Último Apaga a Luz como um musical que dialoga com diferentes públicos e gerações. “A temporada representa o amadurecimento do projeto, com a intenção de circular mais, fortalecer o nome da Cantinho Produções e reafirmar o Carnaval como um potente elemento dramatúrgico e cultural dentro do teatro musical brasileiro”, frisou. 

O Carnaval como pano de fundo da peça, traz as marchinhas que funcionam como fio condutor da narrativa e também como comentário dramático. Cada uma delas, dá um toque de humor, ironia, memória afetiva e crítica social, dialogando diretamente com as situações vividas em cena. “Ao escolher as marchinhas, o espetáculo traz o Carnaval das ruas para dentro do teatro, criando pontes entre tradição e contemporaneidade, além de reforçar a ideia de que o Carnaval é múltiplo, democrático e profundamente brasileiro”, salientou. 

O espetáculo nasceu a partir de uma memória afetiva de Gabriel Neves. Ao herdar o carro do avô, Gabriel se deparou com um detalhe aparentemente simples: o único CD que havia no veículo era uma coletânea de marchinhas carnavalescas. “A escuta constante dessas músicas despertou imagens, situações e possibilidades cênicas. Foi a partir desse contato cotidiano com as marchinhas que surgiu a percepção de que aquele universo poderia se transformar em teatro.” 

Oliver contou que segundo o autor, o processo foi intuitivo e orgânico. Ao se inspirar nas marchinhas, as músicas passaram a provocar cenas, personagens e conflitos, até que, entre conversas e imaginações compartilhadas com Oliver, nasceu a estrutura do musical. Das dezenas de marchinhas ouvidas, menos de vinte foram escolhidas para construir o espetáculo, levando para o palco a atmosfera das ruas, dos carnavais vividos e das memórias que atravessam gerações.

O Ultimo Apaga a Luz – o musical
Onde: Na Escola Parque – 210/211 Norte
Quando: nos dias 7 e 8 de fevereiro, às 20h
Os ingresso podem ser adquiridos direto com a produção pelo Instagram @farsaprpducoes

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