A dança urbana ganha um novo palco em Brasília. Neste sábado (28), foi inaugurado o LM Estúdios pela dançarina brasiliense Lívia Messias, de 23 anos. A academia fica localizada na CLN 212 Bloco D, loja 51, na Asa Norte, e contará com modalidades como street, jazz funk, k-pop, funk, heels e dancehall. Durante a inauguração, estiveram presentes familiares, amigos e alunos para prestigiar o novo espaço da jovem empreendedora cultural.
“Sempre fui uma pessoa tímida, com dificuldade de estar nos holofotes, mas que ama dançar e estar perto dos amigos. Para mim, abrir a academia é uma grande realização. Quero conseguir passar para os outros o que a dança sempre passou para mim: um lugar de confiança, de paz, um lugar de casa”, relatou Lívia.
Com aulas de segunda a sábado, ela planeja criar um ambiente confortável, acolhedor e sem competitividade para iniciantes ou quem já possui alguma experiência com dança. Além da empreendedora, professora de street, o time é composto ainda por Joás Benjamin (street), Amanda Ayumi (k-pop), Eduarda Siqueira (dancehall), Karine Araújo (jazz funk) e Gustavo Sousa (heels). O espaço também irá oferecer aulas experimentais gratuitas para quem tiver interesse.

O sonho de ter a própria academia sempre esteve com a dançarina, mas foi só no ano passado que decidiu tirar a ideia do papel. Professora há quatro anos, Lívia contou ao Jornal de Brasília que ministrava as aulas em espaços alugados e com a chegada de mais alunos sentiu a necessidade de ter o seu próprio cantinho. Ela fechou o contrato com a imobiliária em dezembro de 2025 e disse que o principal desafio foi deixar tudo pronto em um curto espaço de tempo.
Em relação a realização desse sonho, ela relatou: “Eu queria muito realizar essa ideia de abrir uma academia para que as pessoas tivessem um lugar para dançar por dançar, sabe? Para dançar por amar. Não quero que exista esse senso de competitividade. Não estou necessariamente criando profissionais, quem quiser continuar, ótimo, mas eu queria um espaço confortável, acolhedor, com esse sentimento de casa para todo mundo que só quer dançar para se divertir”.

Formada em audiovisual pelo IESB, Lívia iniciou na dança aos 8 anos na Reginaldo Moreira Dança e Cia, onde permaneceu por mais de 11 anos e realizou cerca de 21 apresentações. A fim de continuar se aperfeiçoando, segue em formação pela Academia Lúcia Toller Dança. Além do repertório nacional, a jovem também possui experiências no exterior com oficinas de hip hop em Nova York, na Broadway Dance Center e na Brickhouse NYC.
Para ela, a dança urbana representa liberdade, onde apesar da coreografia as pessoas encontram abertura para colocar personalidade. “As danças urbanas oferecem uma variedade enorme de estilos e permitem que você se entenda como pessoa e como artista. Você pode ser mais sensual, mais intensa, mais mecânica, mais forte. Cada um encontra o seu lugar. Para mim, é isso: um cenário de liberdade, de paz e de diversão. Qualquer pessoa se encaixa, independentemente de já ter dançado ou não”, afirmou.
Carla Tristão, de 58 anos, é aluna da Lívia há um tempo e mencionou o quanto a dança é importante para a sua vida. “Eu comecei as aulas com o Joás e depois passei a ter com a Lívia também, ela é uma professora maravilhosa. Para mim, dançar é tirar um peso das costas. Eu amo dançar e amo cantar. Se pudesse, faria todos os dias. Quando estou dançando, me sinto leve”, disse.
Outra aluna de longa data, Alice Baldassin é estudante da Universidade de Brasília (UnB) e contou que com a nova localização da escola ficou mais fácil frequentar o espaço. “Eu gosto muito do jeito que a Lívia e o Joás ensinam. Quando eu era pequena, a dança era muito rígida, a gente tinha que imitar tudo. Com eles é diferente: ambos entendem as limitações do nosso corpo e adaptam a coreografia. É divertido, a gente ri, mas também aprende com foco, já pensando em apresentação”, comentou.