A trilha sonora pode ser responsável pelo sucesso ou fracasso de um filme. Basta ouvi-la para se emocionar e recordar uma cena ou personagem marcante na produção. Brasília tem chamado atenção quando o assunto é musicar momentos que logo serão vistos nas telonas. Talentos locais são reconhecidos e logo exportados para outros estados. É o caso de Patrick de Jongh, atualmente, o multi-instrumentista trabalha nas trilha de dois longas-metragens rodados na cidade, O Outro Lado do Paraíso, de André Ristum; e Até Que a Casa Caia, de Mauro Giuntini
Ele compôs a trilha sonora do premiado longa-metragem Meu País, de Andre Ristum. O artista também trabalhou as trilhas de A Última Estação, filme brasiliense de Márcio Curi; Um Assalto de Fé, de Cibele Amaral; entre outros. “A função da música é conduzir a emoção. A princípio, a música era utilizada no cinema como efeito sonoro, por ela marcar as coisas. Se o personagem trombava contra a parede, um barulho representava esta ação”, define Patrick.
Ainda, o músico revela um de seus segredos: “Sou um pesquisador de áreas. Tiro cerca de três a cinco horas por dia para ouvir coisas, todos os dias”. E acrescenta: “O que dá mais trabalho são os temas, tenho que digerir a emoção do filme para transformá-la em música. Faço até 20 temas para selecionar um para o filme”. Pode até parecer simples, mas o músico destaca que “cada filme é um caso diferente”. “Leio o roteiro, assisto o que já foi feito e interajo com o montador. Alguns trabalham com música, outros sem”.
Patrick também é violinista, formado em Produção Musical pelo Conservatório de Roterdam, com especialização em Engenharia de Áudio e Acústica no SAE de Londres e de Los Angeles. Especialização em Art and Craft of Orchestration for Film and Television, na Universidade do Estado de Califórnia.
Em 2011, ele conquistou o prêmio de Melhor Trilha Sonora no 44º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, com o filme Meu País, de André Ristum.
Dicas de Patrick para ser um trilheiro profissional:
– Não tenha preconceitos com nenhum estilo. Música é universal.
– É preciso ter noção da sincronia que existe entre você e o público.
– Tente entender de cinema. O diretor fala uma língua, o músico outra. Compreender a parte técnica facilita o trabalho