A história de amor entre um ogro verde mal-humorado e uma bela princesa foi contada pela primeira vez em 1990, no livro Shrek, escrito pelo americano Willian Steig. Passados 11 anos, o personagem se tornou uma das franquias de animação mais bem-sucedidas do cinema. Adaptado para os palcos, Shrek – O Musical estreia hoje na capital. O espetáculo é a versão brasileira do original da DreamWorks Theatricals da Broadway, exibido em 2008, nos Estados Unidos, dono de oito indicações ao Tony Awards.
A versão brasileira ganhou adaptação do diretor Diego Ramiro, que conta, em entrevista ao JBr., como foi o processo de transportar o mundo da animação, da telona para o teatro. “O grande desafio foi humanizar um personagem tão querido como é o Shrek. Me preocupei em trabalhar com projeções de cenário para que o público pudesse ter a referência da arte digital tão conhecida no desenho”, explica.
Diego também antecipa cenas presentes no musical: “No início do espetáculo, começamos com uma projeção muito parecida com a do filme. Depois, fazemos a transição da realidade virtual para a real”. “Houve preocupação com os textos e personagens para que a peça pudesse ser assimilada pelo público brasileiro”, comenta.
Elenco
Quem dá vida a Shrek no palco é o ator Diego Luri. Para compor o personagem, o artista se baseou no livro de Steig e nos filmes da Dreamworks, mas destaca que também existe algo de muito brasileiro no ogro. “Minha versão do Shrek é bem diferente em relação ao norte-americano. Demos um tom mais bonachão a ele”, garante. O figurino que Diego utiliza em cena pesa 20 quilos. “Com o tempo, fui me adaptando melhor. Preciso correr, dançar, cantar, subir e descer escadas sem deixar faltar o fôlego durante duas horas e meia”, descreve.
A atriz Giulia Nadruz vive a princesa Fiona e o ator global Rodrigo Sant’Anna (a Valéria do Zorra Total) é o burro, que ajuda Shrek no resgate de Fiona. A princesa está presa no castelo protegido por Dragona. “Ela mede quase dez metros e faz de tudo no palco: canta, bate asas, dança e solta fumaças. É o mascote do grupo”, revela Diego Ramiro.
Personalizado
Shrek: O Musical já passou pelo Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba. O diretor afirma que o espetáculo sofre pequenas mudanças sempre que muda de cidade. “Criamos piadas regionais e sempre citamos situações do cotidiano do lugar onde estamos para que o público local sinta nosso carinho e cuidado”, finaliza.