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Retratáveis: a original linguagem de Luciano Ogura na galeria do Museu Vivo da Memória Candanga

Arquivo Geral

18/09/2013 16h00

Para sua primeira exposição individual em Brasília, o artista plástico Luciano Ogura selecionou 50 xilogravuras de sua recente produção. São trabalhos realizados nos últimos dois anos, escolhidos entre as peças mais representativas da sua linguagem de gravador.

 

Batizada RETRATÁVEIS, a mostra, que ocupa a Galeria do Museu Vivo da Memória Candanga, apresenta gravuras com temas recorrentes na carreira deste paulista que é arquiteto e urbanista de formação. São animais, figuras humanas e objetos, algumas já vistas por aqui, pois Ogura integrou a coletiva Brasil Argentina Gráfica, que fez temporada na Galeria Rubem Valentim, na 508 sul.

 

Na apresentação de Retratáveis, a artista plástica Ana Pinheiro destaca que o artista traça uma relação dialógica entre as composições: “O diálogo proposto, por Ogura, entre o objeto e sua sombra, entre a figura e a paisagem, a arquitetura e o corpo nu, entre o mundo e o indivíduo, ao evocar o caráter fisionômico das coisas e dos seres, revela como cada objeto e cada ser retratado projeta sobre nós sua alma”.

 

Com mais de 16 anos de carreira consolidada, Luciano Ogura vive e trabalha em São Paulo. Iniciou-se em gravura em 1997 expondo em salões, coletivas e mostras individuais no Brasil e no exterior, tendo obras em diferentes instituições e coleções, como a do Museu Lasar Segal, em São Paulo. O artista produz xilogravura, linoleogravura e livros de artistas em que apresenta temas ligados ao universo urbano. No momento desenvolve pesquisa com tema cidades e todos os seres vivos que nela habitam. O artista acaba de participar do Salão de Artes Visuais de Vinhedo, SP, onde ganhou o Prêmio aquisição na categoria gravura.

 

Ogura é o terceiro gravurista a participar do projeto Gravura em Foco Convida, atividade que o grupo de gravadores, que mantêm ateliê no Museu Vivo da Memória Candanga, desenvolve desde 2010, com o propósito de promover o intercambio artístico entre artistas do DF e de outras regiões. O projeto já recebeu o argentino Carlos Pamparana e a paulista Cristina Bottallo.

 

Antes de inaugurar Retratáveis no MVMC, Luciano Ogura coordena uma oficina e profere palestra pública em Brasília. O encontro, dia 24, as 19h30, será na Revisão da Gravura, galeria coordenada pela artista plástica Helena Lopes; o curso de xilogravura será nos dias 25, 26 e 27 de setembro, quando se formarão duas turmas; uma para atividades pela manhã e outra com aulas à noite. Cada grupo tem capacidade para até 20 pessoas. Já o workshop de xilogravura será um encontro único, no dia 28 de setembro, a partir das 14h, logo depois da inauguração de Retratáveis, no Museu Vivo da Memória Candanga.  

 

Ao longo do curso de xilogravura, Luciano Ogura vai apresentar um panorama de utilização da técnica, desde seus primórdios na China até os dias atuais. Também vai orientar os participantes na realização de uma gravura, cumprindo todas as etapas como: a confecção de matriz, impressão e até a organização de uma exposição. Ao final do processo o artista vai fazer uma leitura dos trabalhos a fim de identificar potencialidades na produção do grupo.

 

No workshop, Ogura vai mostrar, por exemplo, como a xilo pode ser explorada artística e comercialmente; também vai ajudar os participantes a descobrir possibilidades, além de explorar aspectos formais da arte, como composição, linha e contraste.  A ideia é promover o espírito colaborativo destacando os benefícios do trabalho em grupo. 

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