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Viva

Resumo de série sobre Jesus decepciona

Arquivo Geral

17/04/2014 7h10

Alexandre Agabiti Fernandez

Especial para o Jornal de Brasília

Os épicos bíblicos estão em alta. Depois de Noé, de Darren Aronofsky, é a vez de O Filho de Deus; Exodus, de Ridley Scott, deve chegar em dezembro. O fenômeno tem duas explicações sólidas: o público-alvo é vasto – há mais de 2 bilhões de cristãos no mundo – e as histórias são livres de direitos autorais.

O Filho de Deus é uma condensação da minissérie de televisão A Bíblia – exibida com sucesso em centenas de países, incluindo o Brasil, pela Record – acrescida de cenas inéditas. Mostra episódios da fase final da vida de Jesus, com ênfase em vários milagres bastante conhecidos, como a multiplicação do peixes ou a ressurreição de Lázaro. Ao reduzir a vida de Jesus a uma sucessão de milagres, o filme faz dele alguém próximo de um super-herói – especialmente para o espectador não cristão.

Tudo é apresentado de forma atropelada, sem a mesma contextualização dos fatos que há na minissérie. Essa pressa contrasta com o vagaroso detalhamento com que é mostrada a crucificação de Jesus, explorando com sensacionalismo o lado mais mórbido de seu sofrimento.

Aspecto problemático

A narrativa é grandiloquente e melodramática, características também da trilha sonora de Hans Zimmer, que se dedica a reforçar (sem necessidade) o que a história tem de mais emotivo. Outro aspecto problemático são os efeitos especiais, particularmente constrangedores na sequência do milagre de Jesus andando sobre as águas do Mar da Galileia e nos planos gerais que mostram Jerusalém, pois fica evidente que os edifícios são maquetes grosseiras. O resultado geral é um calvário de duas horas para o espectador.

Produções bíblicas no Brasil
As grandes produções bíblicas estão entre as preferências do brasileiro. O longa Noé, que estreou há uma semana, já é o quarto filme mais visto do ano. Em 2010, Paixão de Cristo (2010), de Mel Gibson, vendeu 6,8 milhões de ingressos no País.
O Brasil também se mostra forte na produção de longas do gênero. Nosso Lar (2010) foi visto por 4 milhões de espectadores. No mesmo ano, Chico Xavier levou cerca de 3,4 milhões de pessoas às salas de cinema.
Entre os filmes cristãos, Maria: Mãe do Filho de Deus (2003), dirigido por Moacyr Góes com a participação do padre Marcelo Rossi, garantiu bons resultados.
A produção foi vista por 2,3 milhões de pessoas.

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