Você sabia que é possível ver obras de Di Cavalcanti, Cândido Portinari, Tarsila do Amaral, Vicente do Rego Monteiro e Ismael Nery – de graça – em Brasília? O Banco Central (Setor Bancário Sul) oferece, em sua Galeria de Arte, relíquias do patrimônio cultural brasileiro.
Com acervo museológico de mais de 500 obras, entre pinturas, desenhos, esculturas e gravuras, uma pequena parte se encontra em exposições temáticas, na galeria, que tem 430 metros. Oitenta e duas obras dessa coleção compõem a mostra Vanguarda Modernista, inaugurada em outubro de 2011 e com término previsto para março de 2014. As visitações acontecem de terça a sexta, das 10h às 17h30. Aos sábados e domingos, das 14h às 18h.
Oitavo andar
Ao total, 33 telas dos artistas brasileiros consagrados ocupam a galeria de arte que habita o oitavo andar do BC. O espaço foi inaugurado em 1989, com o intuito de divulgar o extenso acervo da instituição. Em 1997, ela foi desativada para que fossem realizadas reestruturações internas. Nove anos depois, após uma reformulação, a galeria foi reaberta para visitação pública.
Tesouros
Segundo a analista do Banco Central do Brasil, Gisel Carriconde Azevedo, a segurança é redobrada por conta do alto valor das obras. “As medidas têm início já no acesso ao prédio, onde há o controle de documentos na recepção do Banco. A galeria possui várias câmeras, além de dois vigilantes”, conta.
Ela garante ainda que, mesmo com a pequena burocracia para entrada no espaço, o local recebe cerca de mil visitantes por ano. E revela um verdadeiro tesouro: “Na Coleção Banco Central, é possível conferir Cenas Brasileiras, uma série de 12 painéis de Candido Portinari, originalmente encomendados por Assis Chateaubriand para o saguão da revista O Cruzeiro“.
Pagamento de dívidas
Poucos sabem, mas o patrimônio cultural do Banco Central foi formado quase que por acaso. Ele é constituído – em sua maioria – por obras recebidas como pagamento de dívidas de instituições financeiras em liquidação, durante a década de 1970.
Com enorme arquivo, em 1992 o Banco optou por classificar seu acervo em três categorias específicas. A princípio, a junta selecionou 200 obras de maior expressão artística e cultural para compor o acervo principal, garantindo assim a preservação para exposições. E aproximadamente duas mil obras de média representação para ambientação das áreas de trabalho. As obras datam das décadas de 1920 a 1970 e em sua maioria são de artistas brasileiros. Além de cerca de duas mil obras de média representação para ambientação das áreas de trabalho.
Acervo
Outras, consideradas de baixo valor histórico e estético, foram selecionadas para dispersão por meio de leilão e doações a instituições nacionais das áreas de educação e cultura, no decorrer da década de 1990. Muitas destas obras não estão disponíveis para visitação.