
Existem filmes que parecem feitos para “meninas” e outros destinados apenas a “meninos”. Fica claro que O Grande Herói está na segunda categoria. Um drama de guerra eletrizante, banhado com sangue e testosterona.
Baseado em história real, o título mostra quatro soldados americanos enfrentando 200 atiradores em montanhas no Afeganistão. Na busca de um líder terrorista, acabam surpreendidos pelos inimigos após decisão estratégica infeliz do líder do grupo, Marcus (Mark Wahlberg, também produtor).
Sem rádio, não têm como pedir reforço aéreo para sua base. Resta a eles sobreviver. No caso, matar todos os inimigos antes que sejam mortos. Há uma ótima cena sem combate, bem tensa, quando precisam decidir se matam ou não pastores de cabras que os viram e podem denunciá-los.
Pancadaria
Mas é só um breve intervalo entre as impressionantes imagens de confronto. Eles tomam tiros, de raspão ou bem mais graves, e ainda são muito maltratados pelo terreno pedregoso, caindo e rolando morro abaixo vários vezes.
O Grande Herói é tecnicamente espetacular, mas incomoda o louvor à macheza dos soldados. Depois de ver o filme, os marmanjos que ainda guardam seus antigos soldadinhos de plástico em casa vão querer tirá-los do armário e brincar de novo.