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Quem é Banksy? Investigação aponta troca de identidade e reforça lenda

O uso de pseudônimos, a realização de obras durante a madrugada e intervenções em espaços públicos sem autorização integram um conjunto de táticas pensadas para dificultar sua identificação

Redação Jornal de Brasília

18/03/2026 10h12

bansky

Foto: Divulgação

Uma investigação conduzida pela Reuters trouxe novos elementos sobre a identidade do artista britânico Banksy, que há mais de duas décadas mantém em segredo quem realmente é. A apuração indica que o homem por trás do pseudônimo pode ter alterado oficialmente o nome para continuar viajando e produzindo sem ser reconhecido.

De acordo com os levantamentos, Robin Gunningham, há anos apontado como o nome real do artista, teria realizado uma mudança legal de identidade em 2008, passando a utilizar o nome David Jones. A alteração teria facilitado deslocamentos internacionais sem chamar atenção, preservando o anonimato mesmo com o crescimento de sua projeção mundial.

Desde o início da carreira, Banksy adotou estratégias para evitar exposição pública. O uso de pseudônimos, a realização de obras durante a madrugada e intervenções em espaços públicos sem autorização integram um conjunto de táticas pensadas para dificultar sua identificação e evitar possíveis implicações judiciais.

Antes de consolidar a assinatura que o tornou conhecido globalmente, o artista teria utilizado o nome “Robin Banks”. Com o passar dos anos, suas criações surgiram em locais inesperados, incluindo prédios públicos, prisões e até o Royal Courts of Justice, em Londres.

Identidade sob suspeita

Natural de Bristol, Gunningham, hoje com 51 anos, já era considerado o principal suspeito de ser Banksy. A nova investigação reforça essa linha ao cruzar documentos oficiais, registros policiais e padrões de deslocamento compatíveis com aparições das obras.

Outras teorias também circulam há anos. Uma delas associa o artista ao músico Robert Del Naja, integrante da banda Massive Attack, com base na coincidência entre turnês do grupo e o surgimento de trabalhos do grafiteiro em diferentes países.

Apesar das evidências levantadas, não há confirmação oficial sobre a identidade do artista. O advogado Mark Stephens evitou validar as informações divulgadas e afirmou que a manutenção do anonimato é fundamental para assegurar a liberdade de expressão do cliente.

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