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Arquivo Geral

28/11/2013 10h00

Conseguir um lugar ao sol e se consolidar no calendário cultural da cidade com a exibição de filmes de curta duração, abrangendo produções locais, nacionais e internacionais. Essa é a proposta da segunda edição do Festival de Curtas de Brasília, em cartaz até domingo, no Cine Brasília (106/107 Sul).

 

Para Ana Arruda, coordenadora-geral do evento, a importância da mostra está na formação cultural da capital. “Com esse tipo de festival, o público tem uma noção da qualidade de nossas produções. É uma retroalimentação: recebemos o conteúdo e o difundimos”, justifica Arruda.

 

Em uma parceria com a Embaixada da França, a edição deste ano tem como diferencial uma mostra internacional de curtas franceses inéditos. “A ideia do projeto é promover o intercâmbio local e nacional. Trazer a dimensão internacional é benéfico para o público, pois se conhece um outro tipo de cinematografia”, acredita Ana. 

 

Ganhando respeito

 

Foram mais de 500 filmes inscritos de todo o País, número superior ao da primeira edição. Para a coordenadora, foi uma surpresa. “Atingimos uma média de inscrições similar a de festivais consolidados, que já existem há mais de 20 anos. A tela do cinema é um espaço nobre para exibir os curtas, e seus realizadores querem apresentá-los aqui”, conta.

 

São mais de 70 filmes, divididos entre mostra competitiva local e nacional, além de seis categorias paralelas. São elas: Sessão Urbanidades, com filmes sobre os dilemas da grandes cidades; Sessão Provocações, de produções que abordam a intimidade de personagens; Sessão Anima, com curtas de animação; e Sessão Calanguinho e Sessão Isso Tudo Passa, com películas que têm como tema o universo infanto-juvenil.

 

A novidade deste ano é a Sessão Especial de Videoclipes, que traz produções da cena musical de Brasília para às telas do cinema.

 

Obras inéditas e premiadas

 

Doze filmes locais disputam a Mostra Competitiva Curta Brasília. Dentre eles, o documentário Babilônia Norte, do diretor Renan Montenegro. O filme desvenda os mistérios da entrequadra 205/206 Norte, conhecida como a “quadra estranha”.

 

Segundo Renan, o curta quis dar uma identidade ao local: “A proposta do documentário é dar um novo significado para o espaço”.

 

Na programação do festival, serão exibidos mais de 30 curta-metragens inéditos. Destaque para Acalanto, do diretor maranhense Arturo Saboia. O filme recebeu diversos prêmios nacionais e internacionais, além de ter sido selecionado para participar do Festival de Cannes deste ano.

 

Formação da plateia

 

Baseado no conto A Carta, do escritor moçambicano Mia Couto, a produção conta a história de uma senhora analfabeta que tenta amenizar a saudade do filho ao pedir a um conhecido que leia diversas vezes uma carta. “Acalanto trata de questões muito humanas e aborda temas sensíveis, que tocam o público”, diz o diretor.

 

Para Arturo, a mostra tem bastante relevância. “É uma maneira de ajudar a formar e consolidar o público que assiste a curtas-metragens”, finaliza.

 

Serviço

 

2º Festival Curta Brasília –  Até domingo. No Cine Brasília (106/107 Sul). Entrada franca. Informações: 8104-1548. A programação completa pode ser conferida em curtabrasilia.com.br. 

A classificação indicativa varia de acordo com o filme. 

 

Programação

 

Hoje (28)

 

20h –  Abertura

 

20h30 –   Mostra Competitiva  –  Graça; Graffiti Dança; E Quem É  Meu Pai?; Requília; e O Pacote

 

22h –  Mostra Competitiva –  Acalanto; Meu Amigo Nietzche;  Pátio; A Roza; e Contos da Maré

 

23h –  Festa de Abertura

 

Amanhã (29)

 

10h –  Mostra Infantil Calanguinho

 

15h –   Mostra Juvenil Isso Tudo Passa

 

17h  –   Mostra Urbanidades

 

19h –  Mostra Competitiva –  Exú: Além do Bem e do Mal; Sim, Salabim!; Breu; Os Sobreviventes; e Úrsula Tem Sempre Razão

 

21h –   Mostra Competitiva –  Bibinha, a Luta Continua; Filme  Para Poeta Cego; Suassuna, a Peleja do Sonho com a Injustiça; e Lia e o Anjo e O Duplo.

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