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Viva

Problemas cancelam a exibição

Arquivo Geral

20/09/2013 8h00

A noite de abertura da Mostra Competitiva do 46° Festival de Brasília do Cinema Brasileiro foi marcada pelo fiasco. Durante a exibição do longa Os Pobres Diabos, de Rosemberg Cariry, o projetor que usa tecnologia chamada DCP (Digital Cinema Package) – e que custou R$ 500 mil – apresentou problemas no áudio por três vezes.

 

O diretor de fotografia Petrus Cariry contestou o problema. “Esse mesmo arquivo foi exibido no encerramento do Cine Ceará. Aqui, na terceira vez que deu problema, não tinha a mínima condição de continuar a exibição. Tivemos que interromper o filme”, destacou.

 

Já o ator Gero Camilo, que está no longa, estava frustrado com a situação. “Ao mesmo tempo, sei que isso foi uma fatalidade. E que o público, que saiu com o filme pela metade, retorne para completar essa trajetória. Se não retornar nesse festival, com certeza irá voltar numa sala de cinema. A sessão estava quente, o público estava respondendo de forma calorosa ao filme”, opinou.

 

Sérgio Fidalgo, coordenador do festival, ressalta que as demais projeções em DCP não estão salvas de possíveis problemas. “Estamos fadados a possibilidade de presenciar isso em outras sessões. Mesmo fazendo testes à tarde. Não temos controle sobre isso. Estou tremendamente arrependido por ter aberto esta exceção para o DCP, deveria ter permanecido como programamos, dentro do nosso regulamento”, lamentou Fidalgo.

 

Cerca de 60% dos filmes do festival deste ano usam a tecnologia DCP. Para evitar novos transtornos, a produção do evento deve comprar novos HDs (dispositivo para armazenamento) para suportar as sessões.

 

Reclamações

 

O estudante Felipe Bernardes foi ao festival com os amigos e se irritou com a situação. “Foi uma vergonha. Mesmo com o problema, queria ter visto o final do filme. Chegamos na bilheteria e não tinha ninguém, aguardamos por 15 minutos. Espero ter meu dinheiro de volta”, reclamou.

 

A coordenação do festival e o diretor do filme também optaram por não fazer a reprise do título, prevista para ontem. Deste modo, foram programadas duas novas sessões do filme, no Cine Brasília: às 22h30, de hoje, logo após a exibição da programação das mostras competitivas de documentário, ficção e animação; e às 10h de amanhã (sessão fechada para júri e crítica).

 

Saiba Mais

 

Por questões de ajuste de agenda, a coordenação do festival anunciou o cancelamento das sessões do Festivalzinho no final de semana. As sessões aconteceriam neste sábado e domingo, às 10h.

 

A programação da mostra infantil volta ao normal na segunda-feira, no mesmo horário, com a exibição do longa-metragem O Rei de Uma Nota Só e A Borboleta Azul.

 

JBr distribui suplemento



O Jornal de Brasília preparou uma surpresa para os cinéfilos da cidade que resolveram ir conferir o 46º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Produzidos especialmente para a mostra, guias foram entregues na primeira noite da Mostra Competitiva.

 

O suplemento, preparado pela editoria do Viva, conta com a programação dos filmes selecionados, endereços das salas que exibem o festival, valores das premiações, história do nascimento do festival, em 1965, e uma cronologia dos melhores filmes de todas as edições.

 

O leitor também pôde descobrir algumas curiosidades, como artistas premiados, polêmicas e os mais vaiados do evento.

 

Aprovado

 

A comunicóloga Renata Batt, que garantiu seu exemplar, ressalta a importância da iniciativa para o público que frequenta o festival. Ela define o festival como “um evento que reúne pessoas apaixonadas pela sétima arte”.

 

“Vou guardar, adorei a ideia. Descobri informações que não fazia a mínima ideia”, afirma Renata. “O festival é um dos melhores do País, minha expectativa é assistir os melhores filmes do cenário alternativo brasileiro”, destaca a jovem.

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