
As comemorações do centenário de nascimento de Luiz Gonzaga acontecem desde dezembro de 2012. De lá para cá, muito se falou e ouviu sobre o Rei do Baião, resultando em vários shows, livros, exposições, especiais para tevê e até um filme de grande sucesso, dirigido por Breno Silveira (Dois filhos de Francisco). Tudo para reverenciar o artista que universalizou o som da sanfona no País. Autor de histórias de sucesso para a televisão, como O Auto da Compadecida, Sexo Frágil e Louco por Elas, o roteirista e dramaturgo João Falcão presta sua homenagem ao ilustre conterrâneo, com o premiado espetáculo Gonzagão – A Lenda, em cartaz a partir de hoje, no Teatro da Caixa.
“Luiz inventou a festa brasileira. Influenciou diversas gerações de artistas que hoje são referência para novos talentos”, derrete-se Falcão, que fez o projeto a convite da produtora de espetáculos carioca Sarau. “Não tive como recusar”, admite.
No palco, a trajetória de Luiz Gonzaga é contada por meio de uma viagem musical onde, bem ao estilo de João Falcão, ficção e realidade se confundem dentro de narrativa empolgante. Um ídolo de infância, o diretor de teatro fala da ansiedade de realizar o projeto: “um grande desafio e grandes expectativas”. “A impressão que tenho é que Gonzaga sempre esteve na minha vida. Junto com os primeiros sons que ouvi”, revela Falcão, que tem no currículo a adaptação para o cinema do livro da mulher Adriana Falcão, A Máquina.