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Viva

Por um lugar ao sol

Arquivo Geral

17/08/2013 9h00

“Eu vou trilhando o meu caminho, vou fazendo o meu destino. É como um jogo de poker no jantar”. Esses são os versos da canção Sonhos Sinceros, da banda brasiliense Dona Cislene. Há sete anos na estrada, o grupo – que batalha pelo reconhecimento do trabalho autoral – se apresenta hoje, na festa Azurra, a partir das 16h, no Minas Brasília Tênis Clube (Setor de Clubes Esportivos Norte).

 

A banda nasceu a partir de uma brincadeira entre os integrantes quando estavam no ensino fundamental. Eles se reuniram e montaram uma banda para se apresentar na gincana do colégio. “O primeiro show foi muito ruim, porque nenhum de nós sabia tocar e cantar direito. Mas, desde aquela época, já gostávamos da sensação de estar diante do público”, explica Bruno Lessa, vocalista e guitarrista da Dona Cilene.

 

Os rapazes tomaram gosto pela ideia e, a partir daí, levaram adiante a vontade de formar o quarteto. 

 

A primeira fã da banda


A origem do nome é curiosa. Acontece que a tal dona Cislene foi a primeira fã da banda. “O estúdio em que a gente ensaiava ficava embaixo do apartamento dela. Ninguém no prédio gostava do nosso som, apenas a dona Cislene. Estávamos em busca de um nome que tivesse algo a ver com a banda e ela tinha”, ressalta.

 

Ao longo de dois meses, os músicos se dedicaram a gravação do primeiro disco, intitulado Compacto, que possui somente quatro faixas, mas ainda não foi lançado. “Alugamos uma casa com o teto alto para dar uma acústica legal para a bateria”, explica Bruno Lessa. “Fizemos esse disco com muita dedicação”, ressalta. A ideia é lançar o trabalho em uma grande festa.

 

Com repertório autoral, a banda ainda sente dificuldades para tocar em casas de shows. “A cidade tem muitas bandas autorais de qualidade, mas que não são valorizadas. Ainda falta apoio”, aponta o vocalista.

 

Acorde a cidade


Na internet, os rapazes já caíram no gosto do público. O primeiro clipe, Acorde a Cidade, postado há apenas dois meses, possui quase seis mil visualizações no YouTube. O clipe, produzido em parceria com a associação de Skate Longboard – Longbrothers Brasília, foi inteiramente filmado com as câmeras portáteis Go Pro. “Deu um resultado legal. Ficou a cara do grupo”, finaliza Bruno Lessa. 

 

Saiba Mais 

 

Além de Bruno Lessa nos vocais e na guitarra, Dona Cislene é formado por Paulo Sampaio, na bateria; Guilherme de Bem, na guitarra; e Pedro Piauí, no baixo.

 

No começo do mês, o grupo se apresentou no O’Rilley Pub (409 Sul). O show fez parte do projeto Seletiva Porão do Rock.

 

A banda concorreu com diversos músicos locais a oportunidade de se apresentar no festival, que acontece nos dias 30 e 31 de agosto, no estacionamento do Estádio Nacional Mané Garrincha.

 
Serviço 
 
Festa Azurra –  Hoje, às 16h. No Minas Brasília Tênis Clube (Setor de Clubes Esportivos Norte). Ingressos a R$ 25 (feminino) e R$ 35 (masculino). Valores referentes ao primeiro lote. Informações: 8549-9155, 8166-6467 e 9280-8045. Não recomendado para menores de 18 anos.
 

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    Por aqui, o SBT e o canal por assinatura TNT (Net/TVA) transmitirão a badalada cerimônia ao vivo do Kodak Theatre, em Los Angeles. Com o lugar devidamente marcado na platéia, o diretor Fernando Meirelles lidera a comitiva brasileira no Oscar. Além dele, o diretor de fotografia César Charlone, o co-roteirista Bráulio Mantovani, o montador Daniel Rezende e os produtores do longa são presença certa na cerimônia. A co-diretora Kátia Lund e o ator Jonathan Haagensen (que encarnou o traficante Cabeleira) também devem aparecer para aumentar a torcida.

    Meirelles já declarou que daria o prêmio de direção a Peter Jackson, que concorre em 11 categorias com O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei, como reconhecimento ao trabalho do diretor neozelandês pela fantástica trilogia baseada na obra de J. R. R. Tolkien. Mas e se a Academia decidir que o brasileiro merece trazer o troféu para o País? “As chances de eu ganhar são quase inexistentes. Mas vou levar uma listinha de agradecimento no bolso just in case. E talvez tome um copão de maracujina antes. Como se fala maracujina em inglês?”, brinca o diretor, que se preocupa com o pouco tempo dado pela organização do espetáculo para os agradecimentos.

    “Preciso pensar em alguma coisa para dizer se algo bizarro assim (ele ganhar) acontecer. É duro agradecer algumas pessoas, porque ao mencionar uns estaria deixando de mencionar outros. Tanta gente esteve tão dentro deste projeto, não sei como evitar cometer injustiças. Eles dão apenas 45 segundos para o blablablá”, lamenta o diretor.

    No SBT, que abre os trabalhos às 22h15 – a entrega dos prêmios deve começar por volta das 22h30 –, a apresentação caberá à jornalista Maria Cândida, estreando na função, e os comentários, ao crítico Rubens Ewald Fillho. “Este ano devemos ter protestos, confusões. Justamente o que não dá certo é que é divertido”, avisa Rubens, com conhecimento de causa. O TNT começa a mostrar a festa às 22h.

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