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Viva

Oxente, aqui tem festa boa

Arquivo Geral

08/08/2013 8h23

Milho, tapioca, canjica, quentão e um pedacinho do Nordeste acampam no Ceilambódromo (Ceilândia) até domingo. O Maior São João do Cerrado recebe hoje o furacão paraense Calypso, que grava esta noite, na festança, seu sétimo DVD. O cantor Geraldinho Lins e a Banda Karisma também agitam o festival.

 

Com 14 anos de estrada, a Calypso convidou Amado Batista e Reginaldo Rossi para participarem das gravações. “Será uma honra registrar esse momento com estes guerreiros”, elogia Joelma. 

 

Uma banda idependente


A Banda Calypso não tem gravadora, apenas conta com parceria para a distribuição de discos. “Fazemos à nossa maneira. Continuamos acreditando no nosso trabalho”, pontua Chimbinha.

 

A banda nasceu em 1999, no Pará, sob a influencia de diversos ritmos musicais como carimbó, salsa, cúmbia, tecno, rock e lambada, entre outros. O incício da carreira não foi fácil. “Ninguém acreditava. Estava no auge do pagode, as pessoas não queriam saber de um ritmo diferente, mas conseguimos nos destacar”, relembra Chimbinha. 

 

A dupla fez mil cópias do álbum Volume 1, que caiu no gosto do público e vendeu cerca de 500 mil cópias. Calypso é a única banda da história da música brasileira a receber o prêmio de DVD de Diamante Quintuplo, além de emplacar quatro CDs entre os 50 mais vendidos e dois DVDs entre os que fizeram mais sucesso no País.

 

Amor incondicional

 

Os fãs acompanham a dupla onde quer que ela vá. Uma caravana com dez ônibus veio do Pará especialmente para o show.

 

O enfermeiro Wesley Luiz Oliveira saiu de Caruarú (PE) para participar da coletiva que a banda preparou para os fãs, 1,5 mil sortudos. “A banda possui um grande carinho pelos fãs. Tenho certeza que irá arrasar no show”, conta Wesley. A estudante cearense Maria Niedja driblou a família e as aulas  para marcar presença no evento. “Minha família nem sonha que vim atrás de Joelma, mas velu à pena”, ressalta a fã.

 

Aviões  animou primeiro dia

 

O primeiro dia do Maior São João do Cerrado começou com a animação do grupo cearense Aviões do Forró, que subiu ao palco por volta das 22h30.

 

O conferente Paulo Roberto estava ansioso pela apresentação do grupo. “Não perco um. Venho todos os anos. Estou louco para ver Solange”, conta, fazendo referência à vocalista da banda.

 

O micro-empreendedor Charleson de Sousa foi conferir o arraial e levou a família. “Aqui é seguro, dá para vir com os filhos”.

 

Cerca de 300 policiais militares fizeram a segurança do festival.

 

A luz precisou ser desligada para que a CEB instalasse mais postes de energia, mas o fato não interferiu na alegria da festa.

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