
Talentosa e um escândalo de beleza, a atriz Julianne Moore já tem experiência e bagagem de sobra para escolher bons papéis. Mas como ninguém é perfeito, nem mesmo os astros, escorregões acontecem. Adorável Professora é um ponto a menos na carreira da atriz de filmes como Magnólia (1999) e As Horas (2002).
Aqui ela é Linda Sinclair, uma professora solteirona amarga e cética que busca o grande amor de sua vida, mas as opções que tem atravessado seu caminho não são nada promissoras. Romântica, a cada encontro é uma decepção. “A literatura ensina que o verdadeiro romântico sempre está sozinho”, refugia-se ela nos romances clássicos.
Um dia, ela esbarra com um ex-aluno (Michael Angarano) no caixa eletrônico e a rotina banal que levava dá uma turbinada. Isso porque agora ele é um talentoso dramaturgo prestes a decolar e ela quer ajudá-lo. Para tanto, propõe que sua peça seja montada na escola em que estudou. A experiência irá acarretar uma série de confusões sentimentais.
Escrito pelo casal Dan e Stacy Chariton, o filme marca a estreia do diretor de televisão Craig Zisk no cinema. Do ponto de vista técnico, Adorável Professora é bem feito, todo certinho e clean. Mas traz um roteiro fraco, ancorado em clichês bobos que nem deveriam existir, ou melhor, clichês que deveriam ser proibidos de ser usados. E se a trama não passa credibilidade, as atuações vão no mesmo vácuo. Julianne Moore já teve dias melhores.