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Norte-americano Todd Parr abre o II Encontro Flipiri de Ilustradores

Arquivo Geral

02/05/2014 15h15

Com 46 livros publicados e traduzidos para diversos idiomas, o escritor e ilustrador estadunidense Todd Parr é o convidado especial do II Encontro Flipiri de Ilustradores, que ao longo da sexta-feira e do sábado, dias 2 e 3 de maio, reunirá alguns dos grandes nomes da ilustração no Brasil. Parr fez, na manhã de sexta, a palestra de abertura do evento, de forma descontraída e falando de perto aos espectadores infantis.

O autor declarou-se apaixonado pelo Brasil, que visita pela primeira vez. “Gostei tanto que estou pensando em me mudar pra cá”, avisou, sorrindo. A vinda ao Brasil é mais do que oportuna: o primeiro título do autor lançado no País completa 14 anos no mercado. O livro Tudo bem ser diferente, segundo Todd Parr, foi inspirado em sua própria vida. “Eu tive muita dificuldade para aprender a ler. Cheguei a repetir o segundo ano porque não conseguia ler, os garotos me gozavam e quando cresci decidi escrever sobre ser diferente”.

Todd Parr foi costurando o relato de sua vida com livros que escreveu e que no Brasil são lançados pela Panda Books. “Quando lê, a criança alarga a mente e obtém resultados melhores no colégio”, afirmou. Ilustrando a conversa com projeções, o autor informou a plateia que, antes de ser escritor e ilustrador, trabalhou durante 15 anos como comissário de bordo da United Airlines. Avisou que em junho vai lançar, nos Estados Unidos, o novo livro, Tudo bem cometer erros; que trabalha num novo programa de televisão, sobre meias que vivem dentro de uma gaveta; e que está enfrentando o desafio de escrever o livro “mais difícil que já escrevi na vida”: O Livro do Adeus. “Estou querendo publicar um livro sobre este tema há dez anos. É para ajudar as crianças a se despedirem de pessoas e coisas que amam”.

Aos poucos, o público foi conhecendo mais de perto o autor do Todd World, programa veiculado durante vários anos pelo canal Discovery Kids e transformado em produtos e brinquedos, à venda em vários países, inclusive no Japão. “Converso com crianças do mundo todo através do skipe”, contou. Apaixonado por seus cães, todos adotados, revelou: “Desenvolvo trabalhos de voluntariado, levantando e/ou doando dinheiro para causas sociais. E coleciono brinquedos antigos”.

Todd Parr confessou que nunca pensou em ser escritor. “Comecei a contar histórias por intermédio do meu trabalho artístico. Enviei o primeiro livro para a editora, que disse ter gostado muito dele e, dias depois, me retornou com 40 correções. Pensei: como pode ter gostado e feito 40 correções?”, brincou. O autor convidou espectadores a participarem de um jogo de interpretação e terminou sua fala lendo, em voz alta, O Livro da Gratidão, que deseja ensinar as crianças a darem valor às pequenas coisas que fazem a vida ficar mais feliz. “Esse é o livro da gratidão por Todd Parr. Com muito amor”.

O trabalho do escritor e ilustrador norte-americano encantou as autoridades de Pirenópolis. Ao final da palestra, o prefeito Nivaldo de Melo fez a entrega da chave da cidade ao autor, desejando “que ela abra alguma porta para que você possa voltar sempre a Pirenópolis” e que Parr “atue como embaixador da cidade mundo afora”. Partiu do secretário de Turismo, Sérgio Rady, o convite para que Todd Parr volte a Pirenópolis e registre, com seu traço inconfundível, a festa mais tradicional da região, a Cavalhada.

O II Encontro Flipiri de Ilustradores prossegue com três mesas, reunindo nomes como Walter Lara, Mariana Massarani e Jô Oliveira. No sábado, um dia dedicado às oficinas, incluindo uma com Todd Parr.

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