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No Dia do Quadrinho Nacional, quadrinistas comemoram data em evento no Conic

Arquivo Geral

27/01/2016 7h00

Raquel Martins Ribeiro

raquel.martins@jornaldebrasilia.com.br

Há quase 150 anos, o cartunista Angelo Agostini publicava a primeira história em quadrinhos brasileira. Até hoje, a data de publicação da obra As Aventuras de Nhô-Quim, 30 de janeiro de 1869,  serve para homenagear quadrinistas de todo o País. No dia em que se comemora o Dia do Quadrinho Nacional, artistas brasilienses fazem uma análise do atual cenário dos quadrinhos no Brasil.

Para celebrar a data na capital federal, o escritor e quadrinista brasilienses Evandro Vieira irá realizar a quarta edição da Feira de Gibis, que acontece  neste sábado, a partir das 14h, no Conic (Setor de Diversões Sul). A ideia é reunir artistas gráficos ligados à produção autoral de histórias em quadrinhos e publicações de arte feitas em Brasília. 

“O evento serve de vitrine para os quadrinistas e artistas gráficos da cidade mostrarem seus trabalhos e trocarem experiências com seus pares”, afirma Evandro. Já os aficcionados pela arte terão a oportunidade de conhecer a atual e crescente cena brasiliense de histórias em quadrinhos e fanzine locais. 

“Podemos comemorar a crescente produção brasileira. A cada dia aumenta o número de pessoas que produzem e publicam, de forma independente, trabalhos autorais com ótima qualidade estética”, ressalta Lucas Marques, quadrinista que, com 28 anos, é reconhecido na capital federal pelas obras Cesariana, um quadrinho autobiográfico lançado em 2013, e Aerolito, uma revista trimestral que começou em 2014, feita em parceria com os amigos Bruno Prosaiko e Túlio Mendes.

Respeito

Para Marques, os quadrinistas brasilienses têm sido cada vez mais respeitados em outros estados e até fora do Brasil. “Além da quantidade expressiva de artistas, tem muita gente interessada em quadrinhos, pessoas que movimentam a cidade com eventos, feiras e palestras. Tudo isso vai contribuindo para a valorização do gênero”, explica.

Falta um apoio editorial

Para Caio Gomez, um dos editores da revista Pimba, de um tempo para cá, Brasília tem vivenciado um “boom” de pessoas interessadas em fazer quadrinhos. “Quem faz começou a se organizar melhor, o que é muito bom. A cena está crescendo, tem uma galera muito boa e reconhecida pelo público”, ressalta. 

Apesar disso, Caio acredita que falta apoio das editoras. “Não existe uma pressão do mercado editorial ou interesse pela produção autoral. As editoras pagam muito mal e o quadrinista acaba sendo visto como como algo infantil, meio que uma classe inferior”, lamenta.

Contudo, o editor se mostra otimista com a realidade do movimento local. “A cena de Brasília é muito forte, muito grande. Cada dia vemos mais mesas redondas, feiras e eventos. Estamos criando o nosso próprio público”, conclui.

Saiba mais

Outros nomes se destacam no cenário da capital federal, entre eles: Nestablo Ramos, que já ganhou o prêmio Bigorna de melhor publicação de aventura; Pedro Dapremont, do zine Lo-fi; e Felipe Sobreiro que, junto do seu pai, Milton Sobreiro, acaba de publicar a HQ Macaco Barão.

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