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Música

Turnê “meus amigos me abandonaram” marca nova fase de Vinces

Com o EP Campeão em Falhar, o artista de Piracicaba leva a turnê meus amigos me abandonaram às pistas e transforma ansiedade geracional em performance hyperpop

Aline Teixeira

23/02/2026 15h57

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Foto/Divulgação: Isabela Balás

O artista e a trajetória

O projeto autoral de Vinces nasce no interior paulista e vem ganhando força desde os EPs Festa (2022) e Turista no Prazer (2024). Entre sintetizadores agressivos e pulsação rock, o artista constrói uma estética que cruza o eletrônico experimental com energia de palco, mantendo um forte senso de identidade.

A consolidação no circuito independente inclui apresentações ao lado de nomes como Menores Atos, Exclusive os Cabides e Zander, ampliando sua presença em lineups da capital e do interior.

“Campeão em Falhar”: a frustração como matéria-prima

Lançado em 3 de outubro de 2025, data em que o artista completou 30 anos, Campeão em Falhar mergulha nas tensões de uma geração que encara metas não cumpridas como parte da própria narrativa. O EP foi produzido na Trash Records por DJ Rabolaser e recebeu atenção de veículos especializados. O clipe da faixa-título figurou entre os destaques mensais do portal Hits Perdidos.

A turnê “meus amigos me abandonaram”

A turnê que dá vida ao EP aposta na ironia: o título evoca solidão, mas o palco funciona como encontro coletivo. O show já passou por cidades como São Paulo, Campinas, Sorocaba, Piracicaba e Americana, reunindo colaboradores e parceiros de estrada.

Performance e linguagem de palco

No formato duo, Vinces tensiona a ideia tradicional de banda de rock. Bases eletrônicas e voz processada não são suporte, mas parte central da dramaturgia sonora. O autotune vira ferramenta de interação, incorporando o público à performance em tempo real. A proposta combina referências do pós-punk contemporâneo com a memória pop dos anos 2000, em um espetáculo físico e deliberadamente dramático.

O que esperar

Entre dança, excesso e vulnerabilidade, o artista transforma a crise dos 30 em experiência compartilhada. O resultado é um show que assume o risco como estética e faz da falha um ponto de encontro — uma narrativa geracional encenada com intensidade e humor nas casas de show.

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