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Música

Sidney Magal leva “Baile do Magal” a Brasília e revisita 60 anos de carreira

Show acontece no dia 26, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, e reúne sucessos da carreira do cantor com clássicos nacionais e internacionais

Aline Teixeira

22/09/2026 6h34

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Foto: Divulgação

Sidney Magal desembarca em Brasília no dia 26 para apresentar o “Baile do Magal”, no Auditório Master do Centro de Convenções Ulysses Guimarães. Aos 60 anos de carreira, o cantor prepara uma noite que mistura os sucessos que marcaram sua trajetória com músicas nacionais e internacionais que fizeram parte de sua formação artística.

“Eu sempre quis mostrar os lados do Sidney Magal. Cheguei à conclusão de que a minha voz é que agrada muito as pessoas, a minha voz é que é o meu trunfo real”, afirma o cantor, que conversou por telefone sobre o espetáculo e a relação construída com o público ao longo de décadas.

A ideia de ampliar o repertório está ligada às próprias origens de Magal. Antes de se tornar conhecido pelos grandes sucessos que o consagraram, o artista passou por boates e churrascarias no Rio de Janeiro e chegou a morar por dois anos na Europa, onde cantava músicas em diferentes idiomas e estilos. “Eu me acostumei a cantar um repertório muito variado, seja italiano, francês, inglês. Era quase que um crooner de boate”, conta. Segundo ele, essa experiência permaneceu como uma característica de sua trajetória, mesmo depois que passou a ter um repertório próprio.

No “Baile do Magal”, essa versatilidade ganha espaço ao lado das músicas que o público não abre mão de ouvir. O cantor conta que passou a testar diferentes canções nos shows até encontrar um equilíbrio entre novidades e os sucessos que já fazem parte do imaginário popular. “Eu digo: gente, eu vou misturar isso tudo e dê no que dê”, relata. A estratégia, segundo ele, tem funcionado. “As pessoas fazem elogio primeiro ao repertório, depois à minha voz, depois à minha carreira, depois à minha família.”

Entre as canções que permanecem no repertório estão “Sandra Rosa Madalena”, “Meu Sangue Ferve por Você” e “Me Chama Que Eu Vou”. Para Magal, revisitar essas músicas é uma mistura de obrigação profissional e prazer pessoal.

“Cantar essas músicas pra mim é uma obrigação. Hoje já se tornou uma obrigação, mas ao mesmo tempo é um prazer”, diz. O cantor compara a relação com os sucessos ao casamento de 46 anos que mantém com sua mulher. “Chega uma hora que você diz: ‘Ai, meu Deus, de novo?’. Mas sempre com muita alegria, procurando me sentir muito bem dentro do casamento.”

A longevidade das canções também surpreende o próprio artista. Magal afirma que acompanha a presença de seus sucessos nas redes sociais e vê novas gerações incorporando músicas lançadas há décadas. “Eu vejo os memes, vejo os TikTok da vida, todo mundo cantando ‘Meu Sangue Ferve’ e ‘Sandra Rosa’. Então, é uma coisa que não tem como dizer que não me agrada, me orgulha”, afirma.

A relação com diferentes gerações é, inclusive, um dos aspectos que mais emocionam o cantor. Segundo Magal, crianças e idosos aparecem entre o público de seus shows. “Eu tenho crianças de seis anos de idade que vão nos meus shows com a camiseta, com a minha foto, e ficam chorando na frente do palco esperando eu jogar uma foto. Eu tenho senhoras, como outro dia, de 101 anos de idade, que vão no show e fazem a mesma coisa.”

Para ele, a permanência dessa conexão está relacionada à forma como encara o próprio trabalho e a vida fora dos palcos. “Cada vez que eu abro a boca para cantar, eu sou muito honesto. Na minha interpretação no palco, eu sou verdadeiramente Magal”, afirma.

O artista também atribui parte dessa relação à família e à imagem construída ao longo da carreira. “Eu tenho uma família maravilhosa, que eu sou apaixonado pela minha mulher, que eu tenho filhos incríveis, que eu agora tenho netos. E que eu nunca deixei isso de lado em função da minha carreira.”

O bom humor é outro elemento que, segundo Magal, acompanha sua trajetória. “A minha vida se baseia em sorrir. Eu acho que a gente tem que sorrir e o público me deu muito valor por isso”, afirma.

Aos 60 anos de carreira, o cantor continua percorrendo o país. Ele conta que realizou dez shows no último mês e tem outros 15 compromissos previstos até o fim de dezembro. Para ele, a agenda é uma demonstração de que ainda existe espaço para suas músicas e para a experiência de um show ao vivo. “É sinal de que ainda estão querendo [o Magal] para cantar. E para cantar o quê? O repertório que as pessoas conhecem e que gostam”, afirma.

A história do artista também guarda uma relação especial com Brasília. Magal recorda apresentações realizadas na cidade e destaca um show em Taguatinga, nos anos 1970, que, segundo ele, reuniu mais de 100 mil pessoas em uma apresentação pública. “Eu já fiz muitos shows maravilhosos em Brasília”, lembra. Agora, o cantor espera reencontrar a mesma energia no público brasiliense durante o “Baile do Magal”.

“Eu quero que as pessoas mais uma vez saiam de lá muito felizes, muito alegres, com muitas lembranças boas de momentos passados comigo”, afirma. Para resumir o que pretende entregar no palco, Magal recorre a uma definição que acompanha sua relação com o público: “Eu quero ser o sábado e o domingo, que são os dias que as pessoas relaxam para brincar, sorrir, cantar, dançar, se divertir.”

Aos 70 e 80 anos de seus primeiros grandes sucessos, as músicas continuam atravessando gerações. E, mesmo depois de seis décadas de carreira, o cantor ainda encontra motivos para subir ao palco. “Eu tô levando muito amor, muita alegria, muito bom humor e a minha voz, que graças a Deus, Deus não me tirou até hoje, que continua ainda potente pra eu conseguir fazer tudo isso.”

Serviço
Baile do Magal — Sidney Magal
Data: 26 de setembro de 2026 (sábado)
Local: Auditório Master, Centro de Convenções Ulysses Guimarães, Brasília/DF
Abertura dos portões: 19h30
Início do show: 21h
Ingressos: https://www.blueticket.com.br/evento/41228

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