SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)
Conrad “Cronos” Lant, vocalista e baixista do Venom e um dos fundadores da banda inglesa que ajudou a moldar o metal extremo, morreu aos 63 anos. A morte foi anunciada nesta quinta-feira (1º) pelas redes sociais do grupo. A causa não foi informada.
À frente do Venom por mais de quatro décadas, Cronos foi o integrante mais longevo da banda e participou da criação de uma sonoridade que influenciou gerações do metal. O grupo surgiu em Newcastle, no nordeste da Inglaterra, no fim dos anos 1970, e incorporou ao som veloz e agressivo uma estética marcada por referências satânicas e pelo imaginário do terror.
O segundo álbum do Venom, “Black Metal”, lançado em 1982, deu nome ao gênero que se consolidaria nos anos seguintes, embora sua música fosse diferente do black metal desenvolvido posteriormente. A influência do grupo também alcançou o death metal. Em turnês pelos Estados Unidos, o Venom teve como bandas de abertura nomes que se tornariam referências do metal, como Metallica e Slayer.
Nascido em 1963, na Inglaterra, Lant começou a tocar em grupos locais ainda adolescente. Em 1979, juntou-se a músicos da banda Guillotine para formar o Venom. Foi nessa época que adotou o nome artístico Cronos. Além de cantar e tocar baixo, participou da construção da identidade visual do grupo, desenhando seu logotipo e contribuindo para capas de discos.
O Venom passou por diversas mudanças de formação e Cronos deixou a banda temporariamente no fim dos anos 1980. Na década seguinte, criou o grupo Cronos e lançou dois álbuns. Em 1995, voltou ao Venom para a reunião da formação clássica. Os demais integrantes originais deixaram o grupo pouco depois, e Cronos permaneceu como seu principal membro até a morte.
O Venom lançou 16 álbuns de estúdio ao longo da carreira, incluindo “Into Oblivion”, em maio de 2026. Em homenagem publicada após a morte, a banda afirmou que a voz, o baixo e a visão de Cronos estiveram no centro de sua trajetória. “Sua música nunca morrerá. Sua voz nunca desaparecerá”, escreveu o grupo.