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Música

Lei Paulo Gustavo amplia o acesso à música e fortalece projetos culturais no DF

Iniciativas que levam música para escolas públicas, periferias e pessoas com deficiência mostram como a Lei Paulo Gustavo tem democratizado o acesso à cultura no Distrito Federal

Aline Teixeira

01/12/2025 18h47

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Foto: Divulgação

Em novembro, quando se celebra o Dia Nacional do Músico — homenagem a instrumentistas, cantores, compositores e técnicos — o DF também evidencia ações musicais que ganharam força graças à Lei Paulo Gustavo (LPG), o maior investimento em cultura da história do país.

Um desses projetos é o Violão nas Escolas, criado em 2018 para garantir educação musical na rede pública do DF, como previsto desde 2008. O idealizador Leonardo Monteiro explica que o violão foi escolhido pela versatilidade do instrumento, que reúne ritmo, harmonia e melodia.
“A LPG foi fundamental porque possibilitou levar música, de fato, para dentro das escolas. Os violões usados nas aulas foram doados para as instituições”, conta. Agora, a equipe trabalha para que alunos que se destacarem também recebam instrumentos, incentivando a prática fora da sala de aula. O projeto mantém ainda um canal no YouTube com mais de 7 mil inscritos.

Sinestesia entre imagem e som

Outro projeto contemplado pela lei é o Sinestesia entre Imagem e Som, que chegou à segunda edição apostando na democratização da arte com foco em acessibilidade. Idealizado por Gisele Rocha, o trabalho reúne músicos locais que gravam canções inéditas, transformadas em clipes criados dentro de uma instalação visual assinada por artistas convidados.
Cada vídeo também ganha uma segunda versão em Libras, interpretada por atores e atrizes surdos, com acompanhamento de intérprete.
A edição apoiada pela LPG resultou em 12 clipes publicados no YouTube — além de parte das instalações expostas na galeria A Pilastra, com visitação mediada. “Não é simples captar recursos para um projeto assim, e a LPG tornou tudo possível. A burocracia é mais acessível, o que facilita muito o trabalho de quem faz cultura”, afirma Gisele.

Hip hop no centro

O mês de novembro também marca o Dia Mundial do Hip Hop, gênero nascido nas periferias e essencial para a expressão de identidades, memórias e vivências urbanas. Em setembro, Ceilândia recebeu o Brasil Super Battle, festival que movimentou o público com batalhas de rima, workshops, apresentações de DJ’s, competições de breaking e a criação de 10 murais de grafite — tudo realizado com apoio da Lei Paulo Gustavo.

O impacto da LPG

Criada em 2022 (Lei Complementar nº 195), a Lei Paulo Gustavo representa o maior investimento já destinado ao setor cultural brasileiro: mais de R$ 3,8 bilhões distribuídos por meio de editais e seleções públicas. Artistas e trabalhadores da cultura podem concorrer aos recursos, administrados por estados, municípios e pelo Distrito Federal.

No DF, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) já repassou R$ 48,1 milhões para iniciativas culturais, ampliando o alcance de projetos que promovem educação, diversidade, inclusão e acesso à arte.

Serviço – LPG/DF
Instagram: @leipaulogustavodf
Site: www.leipaulogustavodf.com.br 

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