A venda de ingressos para os shows de Harry Styles no Brasil começa nesta segunda-feira, 26, com uma pré-venda restrita a um grupo específico de fãs. O cantor britânico anunciou duas apresentações no Estádio MorumBIS, em São Paulo, marcadas para os dias 17 e 18 de julho de 2026.
A etapa inicial antecede a venda geral e deve concentrar alta demanda. As compras poderão ser feitas pela internet, no site da Ticketmaster e na bilheteria física a partir das 12h, no Shopping SP Market, na zona sul da capital paulista.
Quem pode comprar na pré-venda
A pré-venda desta segunda-feira é exclusiva para clientes do banco Santander que possuam cartões das categorias Infinite, American Express Premium e Black.
O público elegível terá prioridade tanto nas compras online quanto presenciais. Também é permitido o uso do cartão online, gerado pelo aplicativo do banco.
Na terça-feira, 27, a pré-venda será ampliada para todos os clientes Santander com cartão de crédito. Já a venda geral acontece na quarta-feira, 28, a partir das 11h, aberta ao público em geral e sem exigência de vínculo bancário.
Datas, horários e turnê
Harry Styles sobe ao palco do MorumBIS como parte da turnê mundial Together, Together, que promove o álbum Kiss All The Time. Disco, Occasionally, com lançamento previsto para 6 de março de 2026.
Os portões do estádio abrem às 16h, e o início do show está programado para 20h45. A abertura ficará a cargo da banda norte-americana Fcukers.
A turnê inclui cidades como Amsterdã, Londres, Cidade do México, Nova York, Melbourne e Sydney. As apresentações no Brasil marcam o retorno do artista ao País após mais de dois anos, desde a passagem da turnê Love on Tour, em dezembro de 2022.
Preços e regras de compra
Os ingressos estão divididos em oito setores, com valores que variam de R$ 265 (meia-entrada) a R$ 1, 4 mil (inteira), conforme a localização no estádio. Também há pacotes Vip, com preços superiores. O limite é de seis ingressos por CPF, com no máximo duas meias-entradas por compra.
Confira os valores:
Arquibancada: R$ 530 (inteira) | R$ 265 (meia)
Pista: R$ 700 (inteira) | R$ 350 (meia)
Cadeira Superior: R$ 800 (inteira) | R$ 400 (meia)
Cadeira Inferior: R$ 800 (inteira) | R$ 400 (meia)
Pit Circle: R$ 1,4 mil (inteira) | R$ 705 (meia)
Pit Disco: R$ 1,4 mil (inteira) | R$ 705 (meia)
Pit Kiss: R$ 1,4 mil (inteira) | R$ 705 (meia)
Pit Square: R$ 1,4 mil (inteira) | R$ 705 (meia)
A trajetória de um dos maiores fenômenos da música pop brasileira dos anos 2000 vai ganhar um retrato aprofundado na televisão. A HBO anunciou a produção de uma série documental inédita sobre o Rouge, prometendo revisitar, com mais tempo e profundidade, a história da girlband formada no reality Popstars. Em fase de gravação e ainda sem data de estreia, o projeto se propõe a ir além da nostalgia, mergulhando em bastidores, afetos, conflitos e cicatrizes deixadas pela fama precoce.
Quatro integrantes confirmadas e uma ausência
A série reúne oficialmente Aline Wirley, Fantine Thó, Karin Hils e Lu Andrade em encontros e depoimentos inéditos, nos quais as artistas retomam, pela primeira vez juntas, a narrativa do Rouge sob seus próprios pontos de vista. A ausência de Li Martins na lista inicial de confirmadas, no entanto, chamou atenção imediata do público e gerou repercussão nas redes sociais.
A HBO afirmou que todas as integrantes do Rouge foram convidadas a participar do projeto. Ainda assim, o fato de Li não aparecer entre as confirmadas tornou-se um dos principais pontos de debate em torno do documentário, especialmente pelo momento delicado vivido pela cantora.
Contexto pessoal de Li Martins
Em setembro de 2025, Li Martins perdeu o marido, o modelo e ex-participante de A Fazenda JP Mantovani, aos 46 anos. A morte comoveu fãs e amigos próximos e marcou um período de recolhimento da artista, que vinha se mantendo mais afastada dos holofotes.
Nos últimos meses, Li também usou as redes sociais para fazer desabafos sobre a dificuldade de conseguir novas oportunidades profissionais, o que reacendeu o debate sobre o apagamento de artistas femininas e os efeitos duradouros do fim do grupo.
Do ‘Popstars’ ao estrelato que dominou o Brasil
A narrativa do documentário percorre os bastidores das audições de 2002, quando inúmeras jovens disputavam uma vaga no reality, até a transformação quase instantânea do Rouge em um fenômeno midiático. A série revisita a explosão nacional com hits como Ragatanga, a presença massiva na televisão, capas de revistas, turnês esgotadas e uma agenda intensa que marcou a juventude de toda uma geração.
Cerca de 6 milhões de gravações vendidas, três discos de ouro, três de platina e um de platina dupla concedidos pela Pro-Música Brasil, além de campanhas publicitárias, participações em produções audiovisuais e uma extensa linha de produtos licenciados.
Fenômeno do pop brasileiro
Formado em parceria com a Sony Music, o Rouge surgiu em um momento em que a indústria fonográfica mundial era dominada por grupos como Spice Girls, Destiny’s Child, Backstreet Boys e NSYNC. No Brasil, o grupo se consolidou como um símbolo da força da televisão em transformar entretenimento em fenômeno musical, consumo e identidade cultural.
Além da celebração do sucesso, a série também se propõe a abordar os momentos mais delicados da trajetória do Rouge. Entram em cena os conflitos internos, as tensões nos bastidores, o desgaste emocional provocado pela rotina exaustiva e as rupturas que culminaram no fim do grupo, em 2006, em meio a desentendimentos amplamente comentados à época.
Quase 20 anos depois, são as próprias artistas que retomam esses episódios, com um acordo coletivo de não “vilanizar” nenhuma integrante e de tratar os temas de forma mais madura e contextualizada do que em entrevistas passadas.
Direção premiada e bastidores de produção
A série é dirigida por Tatiana Issa, que também assina a produção executiva ao lado de Guto Barra. O projeto é uma coprodução da Producing Partners com a Warner Bros. Discovery, com supervisão direta de executivos do núcleo de conteúdo da companhia no Brasil.
Mesmo sem data de estreia confirmada, a produção ganhou novos contornos após fãs encontrarem uma sinopse do documentário no site da Ancine. O texto sugere que a série também acompanha a preparação para o que seriam os “últimos shows” do Rouge, reacendendo especulações sobre uma possível turnê de despedida, ideia que ganhou força após Fantine Thó sugerir apresentações acústicas como forma de apoio a Li Martins.
Entre memória e legado
Com mais tempo para respirar, aprofundar contextos e dar espaço às contradições, a série documental do Rouge se apresenta como o relato mais completo já feito sobre o grupo. Entre memórias de uma fama meteórica, perdas pessoais, feridas abertas e a permanência de um legado pop que se recusa a desaparecer, o documentário promete emocionar fãs antigos e apresentar a história do Rouge a uma nova geração.
Estadão Conteúdo