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Música

Grupo Katseye, com repertório curto, faz show enrolado no Lollapalooza

Vieram cinco das seis após uma largar o grupo por tempo indeterminado. O Katseye foi posto para fechar a programação do palco Flying Fish, reservado para atrações menos conhecidas

Redação Jornal de Brasília

23/03/2026 8h40

katseye

Foto: Reprodução/Netflix

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) –

Frenéticas, as integrantes do Katseye quase nunca ficam paradas em cima do palco. Quadris de um lado para o outro, chutes para o alto, giros e mais giros, braços acima da cabeça, há até tentativas de montar uma em cima da outra. Elas são uma das últimas artistas a se apresentar no Lollapalooza, em São Paulo, que chega ao fim neste domingo, 22.

Vieram cinco das seis após uma largar o grupo por tempo indeterminado. O Katseye foi posto para fechar a programação do palco Flying Fish, reservado para atrações menos conhecidas.

O grupo ganhou projeção mundial no ano passado com os sucessos de TikTok “Gnarly” e “Gabriela”. Formado nos Estados Unidos, a partir de um reality de competição, o Katseye reúne garotas de várias nacionalidades e se inspira na estética e nos movimentos de grupos femininos do K-pop como o Blackpink.

Elas tomaram uns minutos no começo do show para se apresentar à plateia. São Sophia Laforteza, das Filipinas, Lara Raj, americana de descendência indiana, Daniela Avanzini, de família latina, ela mandou beijos à plateia, em português mesmo, a americana Megan Skiendiel, e a sul-coreana Yoonchae Jeong. Manon Bannerman é quem deixou o grupo e não veio ao Lollapalooza.

“E aí, gatinhas! Bora ferver?”, disse Lara, a mais aplaudida. Elas abrem o shiw com “Debut” e “Gameboy”, esta do seu EP mais recente “Beautiful Chaos”, lançado no ano passado. O outro projeto é “Sis”, de 2024. O Katseye ainda não lançou discos maiores.

O que se torna um problema no show. São poucos sucessos, mas também um repertório diminuto para segurar uma hora de apresentação. Embora exista um séquito fiel de fãs, as fileiras mais de trás da plateia ficaram apáticas enquanto muitas faixas pouco conhecidas eram tocadas. Há até uma inspirada nas bonecas infantis Monster High, que soa bastante boba no repertório.

Se Lorde, que cantou antes delas em outro palco, mal parou seu show para conversar e preferiu dedicar tempo às músicas, o Katseye se interrompe em vários momentos para falar com os fãs. Disseram que a energia dos brasileiros é surreal. Aquele papo de sempre.

Após “Gabriela”, por exemplo, as artistas enrolaram por cerca de quatro minutos. Puxaram gritos de “Brasil”, disseram que o show estava incrível e que já estavam ansiosas para voltar. Uma delas disse tchau, e imediatamente percebeu que estava se despedindo antes da hora. “Tchau, mas não agora, depois”, ela se corrigiu. Aí as cantoras pediram para tirar foto com o público. Se ajoelharam, posaram, sorriram. E o tempo passava, mas sem músicas.

A ideia do Katseye é tentar retomar a era de ouro dos girl groups e boy bands dos anos 2000. Fãs torcem para que elas virem algo como o Pussycat Dolls ou o Fifth Harmony, para citar um grupo mais recente, da nova geração. Havia várias crianças na plateia, aliás.

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