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Música

EP do projeto “Se Lança, Mana” vai ao ar nesta sexta (15)

Projeto conta com cinco faixas de cinco mulheres do DF que nunca haviam gravado um single profissionalmente

Redação Jornal de Brasília

15/12/2023 5h00

Atualizada 14/12/2023 12h44

Divulgação

A cantora e compositora Letícia Fialho e a percussionista Larissa Umaytá sabiam dos desafios que as mulheres enfrentam no mercado fonográfico. Pensando em estratégias para virar esse jogo, as duas idealizaram e montaram uma equipe só de mulheres para criar o projeto “Se Lança, Mana!”, que surgiu para impulsionar a carreira de cinco compositoras do Distrito Federal.

Candidatas que não tinham música ou videoclipe profissionais lançados e eram moradoras do DF passaram por um processo seletivo e tiveram a chance de gravar seus primeiros trabalhos. E hoje (15), os singles de Ana Béa (“Vamos embora de mim”), Clara Muniz (“Preta”), Fernanda Monteiro (“Jasmin”), Jéssica Carvalho (“Jacarandá”) e Mihh Black (“Mas eu vou”) ganham o mundo pelo EP “Se Lança, Mana!” — o álbum leva o mesmo nome do projeto.

As cinco faixas mostram a diversidade de influências e referências das artistas, indo do R&B ao baião, passando pelo maracatu e pelo samba. Uma das faixas é instrumental.

Ouça o EP em todas as plataformas digitais!

Sobre as artistas

Ana Béa
Nascida na Baixada Fluminense, periferia do Rio de Janeiro, Ana Béa chegou no Distrito Federal em 2003. Após cantar na igreja e de ser solista no coral do Colégio Militar de Brasília, a artista passou a se apresentar nos bares da cidade. Em 2017, ela foi selecionada para o Palavra Preta, projeto do Festival Latinidades, e se apresentou no festival Sonora. No ano seguinte, foi o momento de levar ao público o show “Aromática”, no Teatro Sesc Garagem (913 Sul). Desde então, Ana Béa se apresenta em diversos espaços com sua música autoral.

Clara Muniz
A música conduz a vida de Clara Muniz. Desde criança, ela ouvia a mãe cantar alto e forte em casa e, até hoje, todo domingo é dia de pagode na casa da família, no Sol Nascente. Problemas de saúde assustaram a infância da jovem artista, hoje com 18 anos. Porém, foi a arte que reergueu Clara nos momentos mais difíceis – no passado e em um presente recente. A pandemia de Covid-19 suspendeu as pequenas apresentações que a artista fazia, mas, agora, ela está atuando com todo gás. É vocalista, inclusive, do Manda Real, grupo de pagode da capital.

Fernanda Monteiro
Filha de mãe mineira e pai brasiliense, Fernanda Monteiro é a caçula de quatro irmãs, que viveram boa parte da infância em Sobradinho (DF). Apaixonada por música desde criança, ela teve a oportunidade de aprimorar o gosto e o talento nas instituições onde estudou. Participação em corais, grupos vocais, bandas instrumentais e aulas de canto impulsionaram a artista que, aos 15 anos, passou a escrever suas próprias canções. Em 2022, a cantora e compositora encerrou dois ciclos importantes: ela se forma em licenciatura em Música pela UNIS (MG) e no curso técnico de violão popular pela Escola de Música de Brasília. Atualmente, ela também faz parte do grupo Regional Severinas.

Jéssica Carvalho
Geóloga, Jéssica Carvalho acreditou que seguiria a profissão que se formou. Contudo, os planos mudaram quando ela conheceu o mestre Zé do Pife e montou, ao lado de um grupo de amigas, o grupo As Fulô do Cerrado. Rabequeira, percussionista, cavaquinista e encantada pela cultura popular, a artista já passou pelo bloco de percussão Comboio Percussivo e pela Escola de Música de Brasília. Atualmente, ela faz parte dos grupos Chorodelas e Choro Prosa, e toca, toda sexta-feira, no projeto Forrózin cas Fulô, na Infinu (506 Sul).

Mihh Black
Mihh Black nasceu em Belford Roxo e morou Duque de Caxias – ambos municípios da Baixada Fluminense (RJ) – até os 10 anos, quando veio para Brasília. Com pai músico, compositor e cantor, e mãe poeta, a arte sempre teve um espaço importante na vida da arista. Foram anos de aulas de teclado e teoria musical na infância; de eventos na escola e na igreja; e de atuação como solista no coral do colégio. Mulher negra, periférica, gorda e com deficiência múltipla (autista e cadeirante/bengalante), a artista sente que o cantar é uma forma de luta, cura e potência.

O projeto “Se lança, mana!” é realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF).

Ficha técnica

  • Produção e direção musical: Larissa Umaytá e Letícia Fialho
  • Coordenação audiovisual: Thaís Mallon
  • Coordenação de produção e assessoria jurídica: Cláudia Costa
  • Produção de imagens: Thaís Mallon e Luiza Garonce
  • Edição de vídeo: Luiza Garonce
  • Curadoria: Larissa Umaytá e Letícia Fialho
  • Estúdio: Studio Lima Cruz
  • Captação de áudio: Thiago de Lima Cruz
  • Mixagem e masterização: Aloizio Lows
  • Direção de fotografia: Thaís Mallon
  • Assessoria de imprensa: Maíra de Deus Brito
  • Designer gráfico: Camila Gomes
  • Social Media/Marketing: Mariana Guedes e Luna Moreno

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