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Blocos de carnaval no Bixiga animam São Paulo com ritmos brasileiros

Milhares de foliões desfrutaram de uma tarde tranquila e acolhedora na tradicional região da capital paulista, com presença constante de policiamento e pouca geração de lixo.

Redação Jornal de Brasília

14/02/2026 18h20

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Os blocos de carnaval no circuito do Bixiga, no bairro da Bela Vista, em São Paulo, reuniram milhares de foliões na tarde deste sábado (12). Considerado um dos mais tradicionais da capital, o evento ocorreu entre a Praça Dom Orione e a Rua Santo Antônio, preservando a memória do samba paulista em uma área marcada pela comunidade negra, berço da escola de samba Vai-Vai e espaço de resistência à gentrificação.

A festa destacou ritmos brasileiros como samba, funk, MPB e rap, incluindo músicas de Tim Maia, Lulu Santos com pegada eletrônica e dos Racionais MCs. Blocos como o JeTreme Mon Amour contaram com bandas ao vivo, animando a multidão sob um tempo firme e ameno. Foliões aproveitaram os comércios abertos na Rua Treze de Maio, com moradores, especialmente crianças, saudando a alegria das ruas a partir de sacadas e janelas.

Participantes elogiaram a tranquilidade e o acolhimento do evento. Cristiane Curaça, estudante e criadora de conteúdo de São Carlos (SP), descreveu o bloco como “bom, tranquilo e super agitado”. Já as amigas Ana Clara Bastos, atriz, e Alana Melo, estudante de Americana (SP), fantasiadas de diabas, chamaram a folia de “inferninho bom”, destacando a ausência de assédio e o respeito entre os presentes, com poucos heterossexuais participantes.

O turista Kim Maruyama, de São José do Rio Preto (SP), em sua primeira vez no carnaval paulistano, surpreendeu-se positivamente com a facilidade de acesso e o ambiente animado, contrastando com as expectativas negativas da mídia. As amigas Ana Clara e Alana mencionaram uma experiência negativa em bloco anterior, com policiamento ostensivo, mas elogiaram a segurança atual.

A presença constante da Polícia Militar e da Guarda Civil Metropolitana, inclusive com agentes armados de escopetas, contribuiu para a ordem. Os blocos deixaram pouco lixo, graças aos trabalhadores de reciclagem, e dispersaram de forma organizada na Praça Dom Orione, com boa divisão de horários. No entanto, a oferta de banheiros químicos foi razoável, mas insuficiente em pontos críticos, levando alguns a usarem ruas adjacentes como Delegado Everton de forma improvisada.

Com informações da Agência Brasil

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