Menu
Música

30 anos sem Mamonas Assassinas: sucesso meteórico e despedida precoce

As músicas, repletas de duplo sentido e irreverência, misturavam pagode, heavy metal, forró e brega, conquistando espaço nas rádios de todo o país em tempo recorde

Alexya Lemos

02/03/2026 11h22

Mamonas Assassinas, da Utopia ao estrelato e além

Em 2 de março de 1996, o Brasil amanheceu em choque com a notícia da morte dos cinco integrantes dos Mamonas Assassinas em um acidente aéreo que também vitimou outras quatro pessoas. Três décadas depois, o episódio permanece como um dos momentos mais marcantes da história recente da música brasileira.

Formada em Guarulhos, na Grande São Paulo, a banda reunia cinco jovens carismáticos: Dinho (Alecsander Alves), vocalista e líder; Bento Hinoto, guitarrista; Júlio Rasec, tecladista; e os irmãos Samuel Reoli, baixista, e Sérgio Reoli, baterista. Com visual extravagante, performances escrachadas e forte presença de palco, eles transformaram o deboche em marca registrada.

O primeiro e único álbum, Mamonas Assassinas, foi lançado em 23 de junho de 1995, com 14 faixas. As músicas, repletas de duplo sentido e irreverência, misturavam pagode, heavy metal, forró e brega, conquistando espaço nas rádios de todo o país em tempo recorde.

O impacto comercial foi histórico: o disco se tornou o álbum de estreia mais vendido da música brasileira, com 1,8 milhão de cópias comercializadas e uma média impressionante de 50 mil unidades vendidas por dia.

Trinta anos após a tragédia, o legado dos Mamonas Assassinas segue vivo na memória afetiva de gerações que cresceram ao som de suas letras bem-humoradas e perpassa para os mais novos, que nunca viram o sucesso da banda ao vivo, mas que cantam seus hinos por tradição familiar.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado