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Viva

Música engarrafada

Arquivo Geral

07/11/2013 8h30

Cervejeiros a postos! Começa amanhã o Beer Experience, evento que une música e o elixir da felicidade, a cerveja. No campo da música, amanhã, Seu Jorge; sábado, Alceu Valença; e domingo, Velhas Virgens, misturam sons e animam o final de semana da cidade. 

 

O pernambucano Alceu Velença volta embolando tempos antigos com seus clássicos e novidades arretadas. Com um repertório recheado de xotes, forrós e baiões, o sábado do brasiliense será ao som da guitarra cheia de suingue de Alceu, entoando canções como Coração Bobo, Embolada do Tempo, Táxi Lunar e Tropicana.

 

MPB


“O Brasil não deixou de produzir grandes artistas. O problema é que estes estão apartados das rádios. Há um predomínio da música mais comercial e popularesca nos meios de comunicação, o que prejudica o surgimento de novos artistas, por exemplo, no segmento da MPB em escala nacional. O País precisa redescobrir sua trilha sonora”, opina Alceu.

 

A boa nova é que, ainda neste ano, o artista retorna a Paris para gravar um documentário no qual pretende resgatar a sua história desde que nasceu, no sertão pernambucano de São Bento do Una, até chegar à capital francesa, em 1979. “É para, digamos, repisar algumas ruas do passado e registrá-las com os olhos do presente. Para mim, o tempo é tríplice. Vivemos o passado, o presente e o futuro a cada momento”, diz Valença. 

 

“Aproveitarei a viagem para lançar meu filme A Luneta do Tempo em festivais de cinema na Europa”, adianta o cantor e compositor.

 

Um punk rock sem prazo de vencimento


Com 26 anos de vidas embriagadas e letras esculhambadas, o Velhas Virgens chega em turnê do álbum Vocês Não Sabem Como é Bom Aqui Dentro!. Sem papas na língua, o grupo causa frisson e, na cidade, a história não será diferente. Domingo o público pode celebrar a verve do punk rock brasileiro. 

 

O disco contou com participação de Rita Lee, Roger Moreira e Sérgio Hinds, que entoaram clássicos do underground, como O Terço, A Mulher do Diabo, Uns Drinks, Beijos de Corpo, entre outros.

 

Diversão

 

“É sempre divertido tocar músicas deste disco, o nosso segundo. Na verdade, boa parte delas a gente nunca deixou de tocar, pois são sucessos que os fã sempre pedem. Tem músicas com histórias, como Eu Bebo Sim, que teve que ser retirada da segunda edição do disco porque os autores disseram que nossa versão punk ‘deturpou a cultura brasileira'”, adianta o vocalista Paulão de Carvalho.

 

Além de engarrafar a alma do rock e lançar uma linha de cervejas com o nome da banda, atualmente o grupo trabalha em um novo CD.

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