O vocal gutural, em música, é uma técnica que produz um som rouco, grave ou profundo, obtido por meio do apoio diafragmático, que é uma técnica de respiração, juntamente com distorções no som produzido nas pregas vocais e laringe. A agressividade sonora é a marca registrada de bandas de death metal , metalcore, deathcore e thrash metal. Valendo-se de um pouco de tudo isso, a banda brasiliense Degola lança seu primeiro disco, Corrosão.
Com influências de Ratos do Porão, Exodus e Pantera, o grupo formado por Flávio Arrais, no vocal; Wa, na guitarra; Pablo Penteado, no baixo; e Inaldo Ramos, na bateria; bateu um papo com o JBr.
A música que dá nome ao álbum, Corrosão, “exemplifica a temática do disco”, resumem os quatros integrantes. Para o vocalista Flávio, trata-se de “uma guerra do ser humano para evoluir para algo melhor”. “Ou se renova ou morre”, acrescenta Pablo.
Desafabo
Apesar de manter o bom humor, o grupo assume que as letras são mesmo um desabafo levado aos palcos. “Acho que a gente canaliza toda a raiva individual de cada um no nosso som”, descreve Inaldo. “É como quando um lutador entra no tatame”, diz Flávio. Para ele, “cantar é um ótimo desabafo, é libertador”. “Quando chega a hora de tocar, é sangue no olho”, completa Wa.
O Degola foi criado em 2011 por Pablo, Wa e Flávio, que já tocavam em projetos distintos. “Aí o Inaldo entrou e deu liga para a massa do bolo”, brinca o guitarrista Wa.
Inaldo é o mais jovem da banda. Com 27 anos, o baterista já toca há mais de uma década. “Ficava pulando de cover em cover. Era difícil achar quem quisesse fazer música autoral”, desabafa. “A idade do Inaldo é o tempo que eu toco”, brinca Wa, que costumava “assombrar” a plateia de sua escola nos festivais de metal.
O próximo trabalho está previsto para o começo do ano que vem. “É o que vai vir depois do caos”, revela Wa. Os rapazes prometem músicas ainda mais “pesadas e agressivas” no segundo disco.