Hoje entra em cartaz, na Caixa Cultural (Setor Bancário Sul), a exposição Luzescrita. A mostra reúne 30 obras entre instalações, fotos, vídeos e poemas em que a luz é o instrumento principal de criação.
Arnaldo Antunes, Walter Silveira e Fernando Lazlo utilizam a luz como instrumento de construção de poesia. Os textos são escritos com os mais diferentes instrumentos emissores de luz, como sinalizadores de embarcação, o sol, pólvora e outros. “O projeto não usa a luz para escrever o texto. A luz é complemento da poesia, ela se une ao texto para escrever o discurso pretendido pelos artistas”, afirma Daniel Rangel, curador da exposição.
O projeto, criado em 2010, tinha como ideia inicial a elaboração de um livro. Quando o material foi apresentado ao curador Daniel Rangel, ele percebeu que havia o suficiente para formar uma exposição. A mostra é dividida em dois ambientes: a Sala Clara, onde ficam expostas as fotografias, e a Sala Escura, onde ficam as instalações, os vídeos e os objetos de luz.
A mostra já percorreu diversas cidades brasileiras. Uma parte das obras já foi exposta em Lisboa. Segundo Daniel Rangel, a Luzescrita nunca é a mesma, sempre acrescida de novas poesias e instalações. “O projeto não vai ter fim nunca, ele se retroalimenta. Da exposição nascem outros textos que levam a outras instalações e a exposição vai crescendo”, conta.
Serviço:
Luzescrita
Local: CAIXA Cultural Brasília | Galeria Vitrine
Visitação: 14 de maio a 6 de julho, de terça-feira a domingo, das 9h às 21h
Classificação Indicativa: Livre para todos os públicos
Entrada Franca