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Literatura

Bienal do livro de Brasília faz crianças deixarem as telas de lado

Famílias e professores mostram como o contato com os livros estimula a criatividade e o interesse pela leitura

Redação Jornal de Brasília

19/08/2026 16h14

bienal do livro de brasília

Foto: Vitória Secundo/Agência Ceub

Redação Jornal de Brasília/Agência UniCeub
Por Isabela Gullane

Na Bienal Internacional do Livro de Brasília, que está instalada próximo ao Museu Nacional da República, as crianças abandonam o hábito de celulares e se apaixonam pelo papel. Como foi o caso de Helena que estava acompanhada da mãe, Islamy.

A presença dos pequenos chama atenção durante o evento. Islamy disse que sempre procura ler perto da filha e que, todos os dias, lê com ela um livro infantil sobre sentimentos.

A mãe de Helena conta que a relação da filha com os livros é construída também a partir das escolhas da própria criança. Na Bienal, ela pode observar as capas, conhecer personagens e decidir quais histórias despertam sua curiosidade. “Os livros ajudam muito no desenvolvimento da criança, principalmente na criatividade. Eu acho muito importante estarem sempre presentes”, afirma Islamy.

Mas a ilustre presença dos pequenos não para por aí. Durante a semana, escolas têm promovido a visita até o local. Como já foi o caso da turma da educação infantil da Escola Classe 66, de Ceilândia.

Para o professor Cássio, que estava com as turmas do quinto ano, trazer as crianças à Bienal é uma “ótima forma” de aproximar as crianças do ato criativo, deixando-as perto dos livros. E também comentou um pouco sobre o que traz o interesse dos pequenos para a leitura: 

‘O que fisga a criança no momento da leitura é a produção dela, o ato imaginário. Cada criança imagina de uma forma diferente a mesma história sendo contada. Quando usamos a imaginação da criança, ela pode fechar os olhos e imaginar o que quer que seja, isso é o que prende.”

Políticas públicas

A programação também contou com a presença de profissionais da Secretaria de Educação do Distrito Federal. Entre eles estava Anelise Barcelos, gerente responsável pela área de políticas públicas de leitura, livro e bibliotecas.

Segundo ela, as ações acompanhadas pela equipe estão relacionadas à Portaria nº 266, publicada em maio deste ano, que instituiu o programa “Um DF que Lê”. A iniciativa busca fortalecer as políticas de incentivo à leitura no Distrito Federal. 

Os projetos se baseiam na percepção do professor sobre a leitura, incluindo as dificuldades e pontos fortes dos alunos. O segundo passo, segundo ela, é o planejamento para incentivas os estudantes de acordo com as necessidades de cada um.

“Esses eventos são fantásticos porque, além do estudante sair um pouco da sala de aula, participar da bienal é diferente. Com certeza, irá agregar em experiência, planos para o futuro e num potencial criativo.  Além disso, eles estão brincando e se divertindo.” 

Supervisão de Luiz Claudio Ferreira

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