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Literatura para a posteridade

Arquivo Geral

19/02/2014 8h01

 “Que não seja imortal, posto que é chama. Mas que seja infinito enquanto dure”. Esses são os últimos versos do Soneto da Fidelidade, escrito pelo eterno poetinha Vinicius de Moraes (1913-1980) para falar do amor de uma forma inigualável. 

Apaixonados por esse tipo de poema, o poeta e crítico literário João Carlos Taveira (foto) e o romancista Jarbas Junior organizaram o livro  Sonetos de Bolso – Antologia Poética, que será lançado hoje, a partir das 18h30, no Carpe Diem (104 Sul).

É preciso seguir algumas técnicas para a construir o  soneto, que não é tão livre como o poema comum. Por isso, muitos escritores abominam esse gênero pela dificuldade em fazê-lo.  “O soneto de forma fixa exige muito do poeta porque ele tem que conhecer versificação, metrificação, para medir os versos,  possivelmente rimar e ao final uma chave de ouro”, explica João Carlos à reportagem do Jornal de Brasília. 

Para demonstrar que existem pessoas escrevendo sonetos, mesmo exigindo muito delas, João, reuniu 15 sonetistas com alguma relação com a capital, moram ou moraram na cidade, para compor a antologia. “Vou reunir 15 poetas para mostrar que entraram  no século 21 fazendo sonetos, sem problema nenhum”, diz o organizador.

No andar de cima

Dos 15, “quatro já foram para o andar de cima”, como exemplifica João: Fernando Mendes Vianna, José Geraldo de Pires Melo, Maria Braga Horta e  Anderson de Araújo Horta. “As famílias desses  escritores colaboram comigo me fornecendo material inédito, inclusive sonetos fantásticos”, conta. A obra reúne dez textos de cada participante selecionado. 

Saiba Mais

Um soneto é dividido em 14 versos, sendo dois quartetos (grupos de quatro versos) e dois tercetos (três versos). Ou três quartetos e um dístico (dois versos). Pode rimar ou não.

Serviço

Sonetos de Bolso – Antologia Poética

Páginas:  200

Valor:  R$ 20

Editora:  Thesaurus

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