O primeiro longa-metragem do diretor Carl Erik Rinsch, 47 Ronins, é baseado em uma lenda antiga do Japão. Conta a história de um grupo de samurais que tenta vingar a morte do seu mestre. O apático Keanu Reeves interpreta o personagem Kai, que, ainda criança, é encontrado por seres fantásticos na floresta. Kai é criado por eles e, depois de algum tempo, decide fugir e viver com homens comuns.

O reino em que decide se instalar, chamado Ako, é governado pelo lorde Asano (Min Tanaka). O herói é chamado de mestiço, pois o chefe dos samurais, Oishi, não o considera um verdadeiro guerreiro. Por isso, ele não encontra seu espaço e é diversas vezes humilhado. Mas alguém quer tomar o poder e quem vai tentar tirar a paz do reino com a ajuda de uma feiticeira é Kira (Tadanobu Asano), lorde de outro clã.
Golpe
Ao ser envenenado pela feiticeira, lorde Asano tenta matar Kai. Após a tentativa frustrada, é ordenado pelo shogun – uma espécie de presidente – a cometer o seppuku, um ritual suicida. Logo, os guerreiros de Asano ficam sem um mestre e não são mais considerados samurais, são agora chamados de Ronins. Juntos, vão tentar vingar a morte de seu líder.
O lado fantasioso e místico do filme poderia ser algo dispensável e focado simplesmente na história dos samurais. Hollywood exagerou ao fazer um mundo mágico na trama.
Saiba Mais
A lenda nipônica foi adaptada outras vezes no cinema: A Vingança dos 47 Ronin (1941), Chûshingura (1958), Os Vingadores (1962), Akô-jô Danzetsu (1978), Shijûshichinin no Shikaku (1994) e Saigo no Chûshingura (2010)