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II Bienal do Livro e da Leitura de Brasília: Prata da casa quer mais espaço

Arquivo Geral

03/04/2014 9h00

Renata Noiar

*Especial para o Jornal de Brasília

A segunda edição da Bienal do Livro de Brasília acontece a partir da próxima semana na Esplanada dos Ministérios. O evento pretende agitar o mercado literário ao promover o encontro do público brasiliense com dezenas de autores dos cinco continentes, tais como a norte-americana Naomi Wolf, autora do livro Vagina; o cubano Leonardo Padura; o chinês Murong Xuecone; e a argentina Pola Olaixarac.

A partir da divulgação da programação, houve um desconforto entre alguns autores da cidade, que não se sentiram muito bem representados e que questionaram a maneira como a participação dos autores brasilienses foi feita. “Não fomos convidados, tivemos de garantir nossa participação via edital, como se a participação do autor da cidade não fosse importante”, reclama o escritor Marcos Linhares.

Segundo a organização da mostra, o edital foi realizado para que a seleção de títulos acontecesse de acordo com as normas – era preciso que os livros fossem editados entre 2013 e 2014, e que estivessem em sua primeira edição –, e somente para autores radicados em Brasília. “Tivemos de fazer a chamada pública para estabelecer algumas regras. O que acabou se tornando um privilégio para os autores da cidade”, afirmou o coordenador da Bienal, Nilson Rodrigues, que ainda ressaltou que a seleção em questão vai gerar o lançamento de 20 títulos inéditos durante o evento, somente com autores da cidade.

Prêmio diferenciado

A seleção para o 2º Prêmio Brasília de Literatura, que irá contemplar os gêneros biografia, conto, crônica, infantil, juvenil, poesia, romance e reportagem, também causou burburinho. Na premiação, o primeiro colocado de cada categoria receberá R$ 30 mil e o troféu, e o segundo lugar ganhará R$ 10 mil. “Podia ter sido feita uma diferenciação, um prêmio especial. Em bienais de outras cidades, os autores locais têm lugar de destaque”, conta o autor  Marco Paulo Haikel. Ele faz referência a Bienal de Manaus, que tem programação e prêmios diferenciados para os autores regionais, em uma tentativa de dar maior visibilidade à literatura da cidade.

Contudo, para o coordenador da Bienal de Brasília, criar um prêmio diferenciado para os autores da cidade seria uma forma de discriminação. “Reconhecemos que o autor da capital tem a mesma qualidade dos escritores que virão de fora. E queremos ressaltar isso colocando todos em igualdade”, finaliza Rodrigues.

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