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II Bienal Brasil do Livro e da leitura: quatro décadas de superação

Arquivo Geral

18/04/2014 8h00

“Quem acredita, sempre alcança”. Letra da música Mais Uma Vez, de Renato Russo, serviu de inspiração de vida para o escritor Elvis Silva Magalhães, ex-portador de anemia falciforme. Com 46 anos, 38 dos quais ele teve que conviver com a doença crônica, Magalhães seguiu o ditado à risca para poder superar os problemas.

“Quando somos obrigados a lidar com uma doença alvo de preconceitos, temos que ser fortes e acreditar que tudo na vida pode ser superado”, conta, emocionado.

E nada melhor para um escritor do que transmitir sua vivência e sentimento de esperança por meio de seus próprios relatos. É isso que ele propõe no livro Quatro Décadas de Lua Minguante, que será lançado amanhã, às 14h, na II Bienal Brasil do Livro e da Leitura, no Café Literário Jorge Ferreira.

Terceiro livro do autor, o título é sem dúvida o que mais o comove, por ser uma autobiografia e retratar momentos marcantes de toda sua história.

“Lembro-me de quando estava internado e implorei para a médica me liberar para assistir ao show do Legião Urbana, em 1988. Foi justo nesse show que colocaram fogo no estádio. Tive dificuldades para sair, pois estava com a perna enfaixada”, lembra.

Brasília

Essas e outras vivências marcantes são retratadas na obra, que vai além de sua doença.

Na trama, o escritor fala também da mudança de seus pais para Brasília, no auge da ditadura militar, e conta casos do avô retirante, que fugiu da seca do sertão da Bahia.

“É um prazer poder lançar essa obra na Bienal, um evento de tanta visibilidade. Quero sensibilizar as pessoas com uma mensagem de esperança”, finaliza.

Em busca de uma maior visibilidade
 
Elvis Silva Magalhães foi o primeiro portador de anemia falciforme de Brasília que conseguiu fazer o tão sonhado transplante de medula óssea, em 2005.
 
O preconceito e a falta de conhecimento dos profissionais da saúde em torno da doença o levaram a batalhar pela causa, tornando-se coordenador-geral da Associação Brasiliense das Pessoas com Doença Falciforme (Abradfal).
 
Hoje, ele acredita que houve um avanço em relação à patologia, mas ainda luta por políticas públicas que deem maior visibilidade à causa. “Já tivemos um grande avanço, mas precisamos tomar mais consciência do que de fato essa doença simboliza”, defende.

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